Linha 9-Esmeralda será fechada parcialmente a partir de sábado, devido a obras no viaduto da Marginal Pinheiros

Segundo a administração municipal, o processo é lento e pode levar ao menos 10 dias a partir dos testes de sábado. Foto: Alexandre Pelegi

Prefeitura de São Paulo vai começar a instalação de seis macacos hidráulicos para erguer a estrutura. O esquema operacional da linha 9, após os testes deste sábado, vai ser definido em conjunto pela prefeitura e CPTM que devem realizar reuniões.

JESSICA MARQUES

A Linha 9-Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) será fechada parcialmente a partir deste sábado, 1º de dezembro de 2018, devido a obras no viaduto da Marginal Pinheiros.

A Prefeitura de São Paulo informou nesta terça-feira, 27 de novembro, que vai iniciar a instalação de seis macacos hidráulicos no viaduto, para começar a erguer a estrutura.

Segundo a administração municipal, o processo é lento e pode levar ao menos 10 dias a partir dos testes de sábado.

Ônibus do Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência) estão programados para atender os passageiros que utilizariam as estações da CPTM. Inicialmente, está confirmado que a interdição ocorre no período da manhã.

O esquema operacional da linha 9, após os testes deste sábado, vai ser definido em conjunto pela prefeitura e CPTM que devem realizar reuniões para verificar os impactos de outras possíveis interrupções.

Atualmente, os trens estão circulando pelo local, mas operam com velocidade reduzida entre as Estações Vila Lobos-Jaguaré e Cidade Universitária.

O viaduto cedeu no dia 15 de novembro e, segundo o prefeito Bruno Covas, que esteve no local das obras nesta terça, o trabalho da Prefeitura até o momento consistiu em dar apoio à estrutura para evitar que ela cedesse mais.

Até então, foi instalada uma viga artificial, chamada pilar de alívio, no lugar do pilar rompido. A estrutura de ferro na cor azul tem como objetivo evitar que o viaduto continuasse a ceder.

Segundo Covas, a viga está carregando de 200 das 500 toneladas de peso da fração do viaduto.

O próximo passo, que é a instalação dos macacos hidráulicos, tem como objetivo devolver o viaduto à posição original, que é dois metros acima de onde está no momento.

“A gente em breve vai poder ter certeza de qual hipótese é a verdadeira em relação ao que aconteceu e qual vai ser a obra de engenharia necessária para recuperar o viaduto”, disse Covas.

Quando o alteamento do viaduto iniciar, os técnicos estarão atentos ao atrito no degrau criado entre a parte que está em pé do viaduto e o segmento que caiu, segundo a Prefeitura.

Os técnicos querem se certificar de que, quando a estrutura comece a se mover, não raspe na estrutura em que está encostada, criando mais danos. Conforme o macaco começar a subir, as dez estacas que a Prefeitura instalou ao longo das duas últimas semanas têm de ser reguladas, para continuar sustentando a estrutura do viaduto, segundo Covas.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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