Sancetur afirma não ter condições de operar transporte de Americana no prazo

Sancetur já atua no transporte coletivo em cidades da região, além de já operar o transporte escolar de Americana

Empresa foi sido escolhida para assumir serviço em caráter emergencial após garantir que poderia iniciar operação na cidade dez dias depois de assinar contrato

ALEXANDRE PELEGI

A situação do transporte público de Americana, interior de São Paulo, está indefinida, mas neste sábado, 12, a Prefeitura de Americana divulgou nota à imprensa neste sábado, dia 10 de dezembro de 2018, informando que a Sancetur assumirá o transporte público municipal parcialmente a partir de segunda-feira, dia 12.

Isso significa, segundo a prefeitura, que a empresa passará a operar na cidade 18 dias antes do prazo definido em contrato, 1º de dezembro. Veja neste link;

Prefeitura de Americana informa que Sancetur começa a operar parcialmente nesta segunda, dia 12

HISTÓRICO:

Após duas paralisações dos serviços de ônibus promovida pelos funcionários da empresa Princesa Tecelã (VPT) nos dias 7 e 9 de novembro, um novo fato surge para complicar ainda mais a situação.

A Sancetur (Santa Cecília Turismo), empresa que substituirá a VPT na prestação do serviço de transporte coletivo, disse na sexta-feira, 09, que ainda não tem condições de iniciar a operação na cidade, mais de 40 dias depois do contrato ser assinado.

A informação é do jornal O Liberal, de Americana.

A Sancetur, quando venceu a concorrência e assinou o contrato (em 24 de setembro), afirmou na época ter capacidade de iniciar a operação em dez dias. Prefeitura de Americana contrata Sancetur para operar no lugar da VPT

A VPT teve o contrato de concessão do transporte municipal encerrado pela prefeitura de Americana no dia 14 de setembro de 2018. Relembre: Prefeitura de Americana rompe contrato com empresa que opera o transporte municipal

Logo na sequência, a Viação obteve liminar na Justiça para ter acesso aos documentos do contrato emergencial firmado com a Sancetur. Segundo a VPT denuncia, os documentos da contratação emergencial da Sancetur mostram inconsistências. Após prefeitura de Americana romper com a VPT, empresa obtém liminar para acessar documentos do contrato emergencial

Os trabalhadores da VPT, que temem ficar sem salários e benefícios por causa do fim do contrato da companhia de ônibus, estão se mobilizando diante da incerteza quanto às condições de pagamento. Essa desconfiança cresceu diante da declaração do diretor de tecnologia da Sancetur, Fábio Botolato, de que a nova companhia não poderá aceitar as passagens eletrônicas vendidas pela Princesa Tecelã.

PROCESSO EMERGENCIAL

Ao romper o contrato de concessão com a VPT, a prefeitura de Americana abriu processo para escolher a empresa que iria assumir emergencialmente o transporte. Após convidar cinco empresas de transporte, a prefeitura recebeu apenas duas propostas.

Como critério para definir a nova empresa, a prefeitura determinou dois critérios: média de idade da frota e prazo máximo para assumir o serviço. Cada critério recebeu pontos, que foram atribuídos em escala crescente à frota de ônibus mais nova, e ao prazo mais rápido que a empresa poderia assumir o serviço.

As duas empresas que enviaram propostas empataram no critério de idade da frota. A Sancetur acabou sendo a escolhida após garantir que tinha condições de atuar na cidade em dez dias após a assinatura do contrato.

Segundo matéria do jornal O Liberal, apesar do prazo ter sido determinante na seleção da Sancetur, na prática ele não teve validade. Isso porque, após decretar o rompimento do contrato com a VPT no dia 14 de setembro, o início da nova empresa deveria se dar somente em 1° de dezembro, 75 dias depois.

O diretor da Sancetur, Marquinho Chedid, questionado sobre a data limite pela reportagem do jornal O Liberal, admitiu que sua empresa não teria condições de assumir imediatamente o transporte da cidade.

Manifestei dez dias, mas prefeitura estabeleceu um cronograma de funcionamento. Estamos respeitando esse cronograma para motoristas não ficarem sem emprego de um dia para o outro. A prefeitura fez uma concorrência, se precisasse, se a gente teria condições de assumir. Todas as empresas disseram que tinham condições de assumir. Estamos preparando um projeto de emergência, não posso chegar e falar ‘vou botar os ônibus aí’. Pra eu colocar, precisa ter motorista, preciso de motorista que saiba o itinerário, não é assim”, afirmou o diretor ao jornal de Americana.

Já a Prefeitura de Americana afirmou em nota que “o início da operação se dará dez dias após a ordem de serviço, conforme previsto”. E acusa a Viação Princesa Tecelã de não cumprir com o mínimo de respeito o contrato, “uma vez que recebeu 30 dias adiantados de diversas empresas”. Em oposição a isso, diz a prefeitura, “a empresa passou a criar clima de instabilidade com os trabalhadores”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Sancetur afirma não ter condições de operar transporte de Americana no prazo

  1. Roberto dos Santos // 10 de novembro de 2018 às 16:05 // Responder

    agora ficou confuso

    vi notícia que começam dia 12 com 50% da frota por conta das greves da vpt.

    agora dizem que nao podem começar.

    mas quando a prefeitura anunciou que a sancetur assumiria eles disseram que podiam começar 10 dias após o anúncio.

    • Vc tem razão, e noticiamos todos esses fatos na sequência em que ocorreram. Primeiro quanto ao que disseram, que poderiam começar 10 dias depois do contrato assinado; depois (entrevista do diretor da Sancetur) de que não tinha condições; e por fim (o que noticiamos por último), nota da prefeitura de hoje (10) de que a Sancetur começa parcialmente na segunda, 12.

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