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Prefeitura de São Paulo confirma que vai rescindir contratos de corredores de ônibus para novas licitações

Ônibus em São Paulo. Tempo de viagem seria menor com corredores. Foto e Reportagem: Adamo Bazani (Clique para ampliar)

Medidas são referentes aos corredores Radial Leste 1, Radial Leste 2, Aricanduva e Capão Redondo, que foram citados em lista do TCU de projetos com suspeita de irregularidades

ADAMO BAZANI

A Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) deve rescindir contratos antigos de obras e projetos de corredores de ônibus que estão parados e foram relacionados em uma lista divulgada nesta quarta-feira, 24, pelo TCU – Tribunal de Contas da União que traz suspeitas de irregularidades como sobrepreço e materiais escolhidos inadequados.

A informação foi confirmada pela secretaria ao Diário do Transporte na tarde desta quinta-feira, 25 de outubro de 2018.

Os corredores que devem ter os contratos rescindidos ainda neste ano, para os quais posteriormente serão realizadas novas licitações, são Radial Leste 1, Radial Leste 2, Aricanduva, na zona Leste, e Capão Redondo, na Zona Sul.

Segundo a pasta, já foram suspensos os contratos dos trechos do Corredor Radial Leste e no caso do trecho 1, o contrato deve ser rescindido. O contrato do Radial Leste 2 foi rescindido em 11 de julho. A pasta também deve rescindir  o contrato para elaboração dos projetos e execução das obras do Corredor Aricanduva e estuda a rescisão do contrato atual para realizar nova licitação dos projetos executivos no caso do Corredor Capão Redondo.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) informa que o contrato do Corredor Leste – Radial 1 foi suspenso pela gestão anterior, em 2016, após o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendar a suspensão do repasse de recursos, por meio do PAC. A atual gestão está em tratativas para rescisão do contrato, considerando o tempo decorrido da sua assinatura (2013).

O contrato para a elaboração de projetos executivos e obras do Corredor Leste – Radial 2 também foi suspenso pela gestão anterior, em 2016, mais uma vez após o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendar a suspensão do envio de recursos, por meio do PAC. Ciente deste fato e em função das alterações na demanda de transporte, o contrato foi rescindido com o consórcio em 11 de julho. As obras nunca chegaram a ser executadas.

A respeito do Corredor Aricanduva, o contrato para elaboração dos projetos e execução das obras foi suspenso em 2016. A secretaria está em tratativas para rescisão. Em relação ao corredor Capão Redondo, a secretaria estuda a rescisão do contrato atual para realizar nova licitação dos projetos executivos.

O Corredor Radial Leste 1 deve ter em torno de 10km de extensão, compreendendo o trecho entre o Parque Dom Pedro II e a intersecção com a Avenida Aricanduva, podendo atender em torno de 300 mil passageiros por dia.

O Corredor Radial Leste 2 terá 7,7 km de extensão, com início na confluência da Av. Aricanduva, sob o Viaduto Engenheiro Alberto Badra, onde a via começa a se chamar Av. Conde de Frontin, até a Av. Cachoeira Paulista, onde passa a ser denominada Rua Dr. Luís Ayres, seguindo até a Praça Emília de Freitas.

O corredor Aricanduva terá 13,5 km de extensão, com início na Radial Leste 1, passando pelas áreas das subprefeituras Aricanduva e São Mateus. Passa por uma sequência de vias no sentido Sudeste a partir da confluência com a Radial Leste até o Terminal São Mateus da EMTU. O Corredor Leste Aricanduva permitirá interligação com os outros corredores de ônibus como Radial Leste 1 e 2, corredor Leste-Itaquera e Perimetral Itaim-São Mateus.

Já o corredor Capão Redondo deve ter uma extensão de 12 km na zona Sul de São Paulo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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