Com novo contrato, trólebus de Valparaíso devem continuar por mais cinco anos

Trólebus vão depender de subsídios maiores – Imagem: Ministério dos Transportes do Chile

Governo chileno se comprometeu a pagar subsídio e a prolongar rota para aumentar a demanda. Em 90 dias, acordo deve formalizado

ADAMO BAZANI

O funcionamento dos trólebus de Valparaíso, no Chile, será garantido por ao menos, cinco anos a partir de 2019.

Nesta quinta-feira, 18 de outubro de 2018, a prefeitura, o Ministério dos Transportes e a empresa Trolebuses de Chile S.A. anunciaram que vão concluir um acordo para a manutenção dos serviços.

Em até 90 dias, um novo contrato deve assinado prevendo subsídios e a extensão da rota pela Avenida Pedro Montt para aumentar a demanda.

A companhia, que opera os serviços desde 2007 ameaçou a paralisar o sistema em 31 de dezembro, alegando desequilíbrio financeiro por não ter recebido recursos que alega terem sido prometidos pelo governo nos últimos sete anos consecutivos.

O presidente Sebastián Piñera disse na quinta-feira à imprensa local, entretanto, que o governo local também terá de contribuir com os recursos e que os trólebus, que são ícones de Valparaíso, dependem de esforços em conjunto.

“Vamos fazer um esforço todos juntos e poderemos salvar os trólebus ” – disse segundo o Ahora Noticias.

Ainda estão pendentes alguns pontos do acordo, como o subsídio ou cobrança de tarifa aos idosos e a manutenção das tabelas de horários nos sete dias de operação.

HISTÓRICO:

Jornal anuncia inauguração dos serviços

Os trólebus começaram a circular em Valparaíso em janeiro de 1953, fazendo parte da empresa pública chilena de transportes. Em 1952, chegaram 30 unidades Pullman, dos Estados Unidos, para iniciar os serviços.

Após o corte de verbas pelo governo nacional em 11 de setembro de 1973, os sistemas de trólebus de Valparaíso e da capital Santiago começaram a entrar em declínio.

Em 1981, os trólebus chegaram a deixar de circular por quatro meses, mas a entrada da iniciativa privada retomou os serviços.

Os investidores criaram a ETCE – Transportes Colectivos Elétricos Ltda e colocar os trólebus nas ruas de novo. Em 2007, as operações foram assumidas pela empresa Trolebuses de Chile S.A.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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