Senador Acir Gurgacz, da Eucatur, é transferido de hospital para a sede da PF em Brasília

Foto: Senado Federal

Político e empresário estava em hospital da família em Cascavel, oeste do Paraná. Ele foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão

ALEXANDRE PELEGI

O senador Acir Gurgacz, ex-diretor da Eucatur, deixou a sede da Polícia Federal em Foz do Iguaçu em direção a Brasília na manhã desta quarta-feira, dia 17 de outubro de 2018.

O parlamentar segue para a capital federal onde vai cumprir pena de 4 anos e 6 meses, em regime semiaberto. Ele é acusado de ter cometido crimes contra o sistema financeiro.

Desde o dia 10 de outubro o senador por Rondônia estava internado no Hospital São Lucas, em Cascavel, que pertence à sua família.

A transferência de Acir para Brasília foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, no dia 14 de outubro.

HISTÓRICO

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, no dia 25 de setembro de 2018, recurso do senador Acir Gurgacz (PDT-RO), determinando a execução imediata da pena de prisão. O político e empresário havia sido condenado à reclusão num período de 4 anos e 6 meses, em regime semiaberto. Ele foi considerado culpado de ter cometido crimes contra o sistema financeiro nacional, em fevereiro deste ano.

A defesa do senador recorreu, mas o ministro Jorge Mussi, do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, negou o recurso no dia 4 de outubro. Com isso, sua candidatura ao governo de Rondônia, para o qual concorria pelo PDT, foi invalidada.

O Supremo Tribunal Federal havia condenado Acir Gurgacz a 4 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto por crimes contra o sistema financeiro. Gurgacz também foi condenado a pagar 228 dias-multa, sendo que cada dia corresponde a cinco salários-mínimos pelo valor da época que teriam sido cometidos os crimes.

Gurgacz foi acusado de ter cometido fraudes contra o Banco da Amazônia numa operação para financiamento de ônibus para a Eucatur – Empresa União Cascavel de Transporte e Turismo entre os anos de 2003 e 2004, quando era diretor da companhia.

Segundo acusação do Ministério Público, o banco concedeu um financiamento, na época, de R$ 1,5 milhão para compra de ônibus novos.

Entretanto, parte da frota efetivamente comprada era velha, com ônibus de 11 anos de uso.

Mas, sustentou ainda o MP, Acir Gurgacz falsificou notas para simular que todos os ônibus seriam novos. Com isso, ele embolsou para benefício próprio, R$ 510 mil.

No último dia 25 de setembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal – STF negou o último recurso do caso e determinou a prisão do senador e empresário.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

  1. Claudio disse:

    É mais um empresário do ramo ônibus pego por tentar aplicar a Lei de Gerson.
    Burrice pura!
    Ruim para imagem da empresa criada com muita luta e dedicação ao longo de décadas.

Deixe uma resposta