Romeu Zema Neto x Antonio Anastasia: o que dizem os programas de governo sobre a mobilidade em Minas Gerais

Ambos os planos dão pouco destaque ao tema e citam privatização

JESSICA MARQUES

O primeiro turno das eleições para o Governo do Estado de Minas Gerais surpreendeu os eleitores com o resultado. O atual governador Fernando Pimentel, do PT, ficou fora da disputa por ter levado o terceiro lugar, ao contrário do que apontavam as pesquisas.

Desta forma, o empresário Romeu Zema Neto, do Partido Novo, ficou na liderança. O segundo lugar foi ocupado pelo candidato Antonio Anastasia, do PSDB. Ambos agora disputam o segundo turno para o cargo de governador.

Romeu Zema Neto é o dono do Grupo Zema, que atua em cinco segmentos: distribuição de combustíveis, concessionárias e locadoras de veículos, autopeças, varejista de eletromóveis e negócios financeiros.

O candidato é presidente do Conselho de Administração do grupo, formado pela Fundação Getúlio Vargas em administração. O empresário tem 53 anos, é divorciado e nasceu em Araxá, Minas Gerais.

Antonio Augusto Junho Anastasia é senador. O político é graduado e mestre em Direito pela Universidade Federal do estado e iniciou a carreira política em 1991, como secretário-adjunto de Planejamento e Coordenação Geral no governo de Hélio Garcia.

No governo de Hélio Garcia, exerceu diversas outras funções. Nos anos 2000, assumiu a Secretaria de Planejamento e Gestão quando Aécio Neves foi governador de Minas. O político tem 57 anos, é solteiro e nasceu em Belo Horizonte.

Em ambos os planos de governo, não há um tópico específico para mobilidade ou transportes. Os temas são apenas citados em outros temas mais abrangentes.

Em seu programa de governo, Romeu Zema Neto, do Partido Novo, propõe a participação de entidades privadas no transporte, via concessão ou parcerias público-privadas, para investir em construção de ferrovias, modernização de estradas e construção de portos secos. Estes foram os exemplos citados no documento.

Por sua vez, o candidato Antonio Anastasia propõe uma plataforma de transporte e logística moderna e eficiente, com articulação entre os diversos modais, para ser um diferencial para atrair novos investimentos para o estado. O político também cita a necessidade de privatização. Não foram citados detalhes de como essa estrutura seria criada.

Confira abaixo os trechos dos planos de governo que citam a mobilidade, nos programas que estão registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral):

ROMEU ZEMA NETO

ZEMA 2ZEMA 1

ANTONIO ANASTASIA

antonio

antonio 2

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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