Eduardo Paes x Wilson Witzel: o que dizem os programas de governo sobre a mobilidade no Rio de Janeiro

Ambos os candidatos citam investimentos na malha ferroviária

JESSICA MARQUES

O resultado do primeiro turno das eleições para governador do Rio de Janeiro teve um resultado surpreendente. O candidato do PSC, Wilson Witzel, teve mais votos que o ex-prefeito Eduardo Paes, do DEM, retirando do segundo turno o senador e ex-jogador de futebol Romário, do Podemos.

Witzel teve 41,28% dos votos e ficou em primeiro lugar, enquanto Paes teve apenas 19,56%, sendo superado em mais de 1,66 milhão de votos.

O juiz federal Wilson Witzel é ex-titular da 6ª Vara Federal Cível e deixou a magistratura em 2 de março, no mesmo dia em que se filiou ao PSC (Partido Social Cristão). O candidato é doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Processo Civil e professor de Direito Penal Econômico há mais de 20 anos. Como juiz federal, atuou em diferentes varas cíveis e criminais, no Rio de Janeiro e em Vitória, no Espírito Santo. Nascido em Jundiaí, São Paulo, o candidato tem 50 anos, é casado e atua como advogado.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, eleito em 2008 e reeleito em 2012, ingressou na política em 1993 como subprefeito de Jacarepaguá e da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Em 1996, foi eleito vereador na cidade. Dois anos depois, foi deputado federal. Também foi Secretário de Turismo, Esporte e Lazer durante o governo Sérgio Cabral. Nascido no Rio de Janeiro, Paes tem 48 anos, é casado e atua como administrador. Na carreira política, foi condenado por abuso de poder político-econômico, mas nega as acusações.

Ambos os candidatos apresentam uma lista extensa de propostas para o transporte público no estado do Rio de Janeiro. Ambos os planos de governo, registrados no TSE – Tribunal Superior Eleitoral, têm um trecho específico para mobilidade.

As principais propostas de Wilson Witzel são a plena integração dos modais, enfrentamento da máfia dos ônibus, combate ao alto preço da tarifa, investimento em modais ferroviários e aquaviários, legalização do transporte alternativo, reorganização do trânsito e um estudo de viabilidade para substituir o sistema BRT por transporte sobre trilhos.

Witzel também fala em revitalizar o Bilhete Único com tarifa compatível ao serviço prestado, expandir as linhas 2 e 4 do Metrô, construir a Linha 3 ligando São Gonçalo a Niterói e decretar o fim da obrigatoriedade de vistoria anual veicular pelo Detran.

Eduardo Paes apresenta como principais propostas para o transporte a ampliação da integração do sistema; a implantação do transporte de alta capacidade no leste metropolitano para garantir a redução significativa do tempo de viagem entre os municípios de Itaboraí, São Gonçalo, Maricá e Niterói; a expansão da malha ferroviária e a exclusividade de 1/3 dos vagões do sistema de trens para mulheres.

Paes cita ainda a reformulação do Bilhete Único Intermunicipal para torná-lo mais barato, a implantação de um novo marco regulatório no sistema de ônibus e a reestruturação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

ACOMPANHE ABAIXO A ÍNTEGRA SOBRE MOBILIDADE DOS PROGRAMAS QUE ESTÃO REGISTRADOS NO TSE:

WILSON WITZEL

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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