Com alta de 1,69%, segmento de transportes puxa inflação de setembro

Os grandes destaques do setor foram as altas do etanol, que chegou a 5,42%, e da gasolina, 3,94%. Foto: Divulgação.

Combustíveis ficaram 4,18% mais caros, o equivalente a metade do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

JESSICA MARQUES

O segmento de transportes teve o maior impacto no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Com isso, a alta de 1,69% nos preços do setor puxou a inflação do mês de setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No período, os preços aumentaram 1,69%, após o recuo de 1,22% em agosto. Desta forma, o segmento representou a maior contribuição positiva para o IPCA de setembro, com 0,31 ponto porcentual.

Os grandes destaques do setor foram as altas do etanol, que chegou a 5,42%, e da gasolina, 3,94%. Desta forma, os combustíveis tiveram um aumento de 4,18%.

O gerente na Coordenação de Índices de Preços do IBGE Fernando Gonçalves informou ao Estadão que a Petrobras autorizou um reajuste de cerca de 7% na gasolina nas refinarias após a valorização do dólar frente ao real.

O especialista também informou que, “no período de coleta do índice, que foi de 30 de agosto a 27 de setembro, o reajuste autorizado nas refinarias foi de 7,45% para a gasolina e de 13,03% no óleo diesel”.

Com o reajuste, o óleo diesel ficou 6,91% mais caro ao consumidor final em setembro. O combustível é a principal fonte de energia para os ônibus que operam o transporte público e rodoviário do país.

Por fim, as passagens aéreas também tiveram uma contribuição para a inflação do mês. Saíram de uma queda de 26,12% em agosto para alta de 16,81% em setembro, o segundo item de maior impacto sobre o IPCA de agosto, o equivalente a uma contribuição de 0,05 ponto porcentual.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

 

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