TSE barra candidatura de ex-diretor da Eucatur ao governo de Rondônia

Senador, do ramo de ônibus, nega acusações. Foto: BBC Brasil - Clique na imagem para ampliar

Ministro Jorge Mussi se baseou na lei da Ficha Limpa. Acir Gurgacz foi condenado por fraude contra o sistema financeiro em compra de ônibus que realizou para a companhia de transportes

ADAMO BAZANI

O ministro Jorge Mussi, do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, negou nesta quinta-feira, 04 de outubro de 2018, recurso do senador e empresário Acir Gurgacz.

Com isso, a candidatura de Gurgacz (PDT) ao governo de Rondônia está inválida.

Como as urnas eletrônicas foram lacradas em 24 de setembro, a foto de Acir Gurgacz vai aparecer, mas os votos que puder vir a receber serão considerados inválidos.

O senador e empresário teve a candidatura impedida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), mas Gurgacz conseguiu uma liminar.

A assessoria do político considerou a “decisão injusta” e disse que vai recorrer ao plenário do TSE.

O ministro Jorge Mussi se baseou na Lei da Ficha Limpa.

“A inelegibilidade do candidato é cristalina, patente e induvidosa, não cabendo à Justiça Eleitoral discutir o acerto ou o desacerto da condenação [no STF]” – disse o Ministro na decisão.

O Supremo Tribunal Federal condenou em fevereiro deste ano, o senador a 4 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto por crimes contra o sistema financeiro. Gurgacz também foi condenado a pagar 228 dias-multa, sendo que cada dia corresponde a cinco salários-mínimos pelo valor da época que teriam sido cometidos os crimes.

Gurgacz foi acusado de ter cometido fraudes contra o Banco da Amazônia numa operação para financiamento de ônibus para a Eucatur – Empresa União Cascavel de Transporte e Turismo entre os anos de 2003 e 2004, quando era diretor da companhia.

Segundo acusação do Ministério Público, o banco concedeu um financiamento, na época, de R$ 1,5 milhão para compra de ônibus novos.

Entretanto, parte da frota efetivamente comprada era velha, com ônibus de 11 anos de uso.

Mas, sustentou ainda o MP, Acir Gurgacz falsificou notas para simular que todos os ônibus seriam novos. Com isso, ele embolsou para benefício próprio, R$ 510 mil.

No último dia 25 de setembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal – STF negou o último recurso do caso e determinou a prisão do senador e empresário.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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