Liminar suspende paralisação de rodoviários em Volta Redonda (RJ)

Foto: divulgação

Categoria mantém estado de greve, e decide aguardar até esta terça-feira, quando nova reunião de acordo deverá ocorrer

ALEXANDRE PELEGI

Uma liminar obtida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Barra Mansa e Volta Redonda – Sindpass praticamente proibiu a deflagração da greve anunciada pelo Sindicato dos Rodoviários para esta segunda-feira, dia 27 de agosto de 2018. A decisão judicial determina ainda que ao menos 70% da frota de ônibus circule pelas ruas de Volta Redonda, cidade do sul fluminense, nos horários de pico, e 50% nos demais horários.

Apesar de informar que a categoria continua em estado de greve, o presidente do sindicato dos rodoviários informou que a paralisação está suspensa, ao menos até amanhã, terça-feira, dia 28, quando uma nova audiência de acordo está marcada para as 13h30 no Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro.

As informações são do site do radialista Renan Cury, de Volta Redonda.

José Gama, o Zequinha, que preside o sindicato dos rodoviários, aponta como principal reivindicação da categoria o fim da dupla função, que segundo ele já resultou na demissão de mais de 120 cobradores em Volta Redonda. Ele afirma que o Sindicato das Empresas quer incluir a dupla função como cláusula no Acordo Coletivo, o que os trabalhadores rejeitam. O Sindicato cobra o cumprimento da Lei Municipal 5.448/18, que proíbe o ‘dirigir e cobrar’ nos ônibus municipais.

Os rodoviários de cidades próximas, com data-base em maio, já fecharam acordo salarial com o Sindpass, como Barra Mansa e Angra dos Reis. Nestas cidades o reajuste salarial será de 2%, conforme acordo fechado entre o sindicato da categoria e o SindPass. O índice é o mesmo oferecido aos rodoviários de Volta Redonda.

O índice oficial proposto anteriormente pelo Sindpass era de 1,67%, referente ao INPC, mas após negociações acabou subindo para 2%, rejeitado pelos rodoviários de Volta Redonda.

O presidente do Sindpass, Paulo Afonso Arantes, reitera a disposição em negociar com os rodoviários, mas afirma não ter como dar um aumento maior que 2%. Ele cita o aumento no número de gratuidades, que pressiona os custos do setor.

Paulo Afonso vincula um possível aumento superior a 2% ao reajuste da tarifa, já negado pela prefeitura de Volta Redonda.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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