Em parceria com sistema de carona paga do Waze, prefeitura de SP sinaliza recriar faixas solidárias

Faixas HOV existentes no norte do Texas - usadas para veículos com mais de dois ocupantes

Waze Carpool foi lançado ontem em São Paulo, e já vale para todo o Brasil

ALEXANDRE PELEGI

Enquanto as soluções para o transporte coletivo continuam engavetadas na maior parte das cidades brasileiras, como é o caso dos corredores exclusivos para ônibus, aplicativos voltados ao uso do automóvel particular continuam desenvolvendo alternativas para aliviar a vida de seus usuários.

Após iniciativas variadas dos tradicionais aplicativos de transporte individual de passageiros, como Uber e Cabify, o Waze, até então conhecido por muita gente apenas como um mapa de rotas para fugir do trânsito, resolveu aportar no Brasil com um serviço de carona paga, o Waze Carpool. Não à toa, o lançamento aqui é estratégico, já que o país conta com 4 milhões de usuários mensais na plataforma.

Já disponível em Israel, terra natal do app, e em seis estados dos Estados Unidos – Califórnia, Texas, Washington, Massachusetts, Illinois, e Nevada –, o sistema de carona paga visa, segundo os executivos da plataforma, ajudar motoristas e passageiros tanto na economia de tempo como de dinheiro.

No Brasil, antes de ser lançado oficialmente, a modalidade Waze Carpool foi testada por funcionários de empresas como Petrobras, Magazine Luiza, Natura, Nubank e IBM.

Como funciona – Para oferecer a carona o motorista precisa baixar o Waze em seu celular. Para pegar carona, o interessado deve fazer o download do Waze Carpool. Os dois aplicativos estão disponíveis nos sistemas iOS (Apple) e Android.

Custo – R$ 2 para quem pede carona. Motoristas que dão carona recebem R$ 4 para trajetos com menos de 5 km e R$ 10 para rotas com teto de até 40 km. Acima disso o valor é cobrado por quilômetro até um máximo de R$ 25. O pagamento é feito por cartão de crédito, cadastrado na plataforma.

Limite – Permitido oferecer (ou pegar) apenas duas caronas por dia.

FAIXAS SOLIDÁRIAS

Durante o lançamento do serviço ontem, dia 21, o presidente do Waze, Noam Bardim, afirmou: “Precisamos chegar no ponto que, se seu banco do lado está vazio, você é parte do problema; se está cheio, você é parte da solução“.

Acreditando que o uso da carona será “o único jeito de resolver o problema da mobilidade”, Noam acredita que o problema é o uso indevido do automóvel, com apenas uma pessoa por carro na maioria dos casos.

O Waze fechou parceria com a Prefeitura de São Paulo. O secretário municipal de Mobilidade e Transporte, João Octaviano Neto, chegou a mencionar a possível criação de uma faixa exclusiva para carros que compartilham corrida.

As chamadas HOV (High Occupancy Vehicle) Lanes, faixas exclusivas para veículos com mais de um passageiro, são usadas como parte da solução da mobilidade em cidades dos Estados Unidos, como Dallas, no Texas, e Canadá, como Ontario.

Cabe lembrar que no final dos anos 90 houve uma tentativa de se implantar as chamadas HOV Lanes em algumas avenidas de São Paulo. Aqui elas foram apelidadas de “faixa solidária” ou “faixa 2”. A medida, ao contrário dos EUA, acabou caindo em desuso e perdendo força.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Em parceria com sistema de carona paga do Waze, prefeitura de SP sinaliza recriar faixas solidárias

  1. No pais que tem 12 milhões de desempregados incentivar a carona paga tirando os usuários do Transporte Coletivo e desesperador, o resultado é a queda da receita para o Sistema e aumento de subsidio para garantir o emprego dos funcionários das empresas, ou optar pela readequação e a demissão dos funcionários, acredito que deveria proibir o avanço..

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