Câmara de Paulínia aprova fim da tarifa zero aos domingos e feriados nos ônibus municipais

Foto: divulgação

Motivo principal seria o número de casos de vandalismo nos coletivos nos finais de semana

ALEXANDRE PELEGI

Os vereadores da cidade de Paulínia, região de Campinas, São Paulo, aprovaram na noite desta terça-feira, dia 21 de agosto de 2018, o fim da tarifa zero no transporte urbano municipal aos domingos e feriados.

Ainda é a primeira votação. Para que a medida passe a valer, o projeto de lei terá de ser aprovado em segunda votação e, na sequência, ser sancionada pelo prefeito.

O Passe da Família foi criado em 2010, integrando o Programa de Ação Social (PAS), e instituiu a gratuidade nos ônibus da cidade aos domingos e feriados.

Em outubro de 2013, após os protestos em todo o país contra o valor da tarifa do transporte coletivo, a prefeitura propôs o projeto Socializ/Tarifa Zero, que iria instituir na cidade a gratuidade no transporte público para famílias com renda até dois salários mínimos. As demais continuariam pagando R$ 1 por tarifa. O projeto, no entanto, foi derrotado na Câmara Municipal.

Dados do Portal da Transparência Municipal apontavam que de janeiro até o dia 4 de julho, a Prefeitura desembolsou R$ 8.023.306,61 (oito milhões, vinte e três mil, trezentos e seis reais e sessenta e um centavos) em subsídio de tarifa do transporte coletivo urbano, incluindo a gratuidade aos domingos e feriados.

Foi da prefeitura a iniciativa de cobrar R$ 1 pela passagem de ônibus em todos os dias do ano. O motivo é reduzir os casos de vandalismo e violência relatados por passageiros, motoristas, cobradores e concessionária do serviço.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Câmara de Paulínia aprova fim da tarifa zero aos domingos e feriados nos ônibus municipais

  1. FELIPE FIGUEIREDO // 22 de agosto de 2018 às 12:26 // Responder

    A prova está ai….. Passagem grátis domingo e feriado e nem assim a população cuida do transporte que usa.
    Se o motorista ver e coibir um vândalo é capaz de um usuário dizer que esse vândalo é vítima da sociedade.

  2. Era exatamente isso que acontecia nos ônibus municipais de Santos, de 1990 a 1995, além de andarem lotados, tinha desocupado que andava neles só para destruir.
    Quebravam vidros, espelhos (aqueles que ficam na porta traseira pro motorista ver quem desce) rasgavam estofamento dos assentos.
    Antes de por em pratica essa ideia em Paulínia,deveriam ter visto se exemplos de tarifa gratuita deram certo.
    Se a maioria desse certo, Santos por exemplo teria esse benefício até hoje!
    Não tem porque ocorria vandalismo, já naquela época!!
    A prefeitura em vez de ver esses exemplos, nem se preocupou, ”fez a vontade” de uma minoria. E tem idiota que insiste nessa ideia de tarifa gratuita!
    E essa ideia só mostra que é errada!
    Mesmo com todas as evidencias de que dá errado os idiotas acham que estão certos!
    A passagem não é cara, o salário que ganhamos é miserável!
    É o que eu penso.

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