Violência afeta transporte público no Rio de Janeiro nesta segunda-feira

Incêndio causou interdição na via. Foto: Narayanna Borges/ GloboNews

Ônibus é incendiado na Linha Amarela e outro coletivo, atingido por 14 tiros em Niterói

JESSICA MARQUES

A violência mais uma vez afetou o transporte público no Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira, 20 de agosto de 2018, um ônibus foi incendiado na Linha Amarela, sentido Barra, altura de Bonsucesso, e outro coletivo foi atingido por 14 tiros em Niterói.

Conforme informações da Polícia Militar, o incêndio foi criminoso, mas não há informações sobre feridos durante a ação. Ninguém foi preso até o momento.

O ônibus fazia a linha 913 (Del Castilho x Fundão). A Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio) informou, em nota, que esse foi o 30º ônibus incendiado este ano no Estado.

“Só na capital, 16 ônibus foram destruídos e a Zona Norte lidera a região com o maior número de casos registrados (12 veículos incendiados em 2018)”, informou a Fetranspor, em nota.

A via sentido Barra da Tijuca foi interditada por conta do fogo, mas já está liberada. Por volta de meio-dia, o ônibus queimado foi retirado da pista.

O incêndio ao ônibus ocorreu perto do Complexo do Alemão. Segundo informações do G1, a região está passando por uma operação de forças de segurança para combate ao tráfico de drogas.

TIROTEIO

Em Niterói, um ônibus da Viação Fagundes, que fazia a linha Alcântara-Botafogo, foi atingido por 14 tiros. O veículo transportava 38 passageiros e ficou no meio do fogo cruzado entre policiais e criminosos.

Apesar da quantidade de disparos, uma passageira ficou ferida por estilhaços, mas ninguém foi atingido pelos tiros.

O motorista do ônibus já prestou depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo sobre o ocorrido.

ATAQUES

Neste ano, o transporte público foi afetado diversas vezes pela violência no Rio de Janeiro.

A Supervia registrou 335 casos de vandalismo nos trens neste ano. A Fetranspor, por sua vez, registrou 30 ocorrências de ataques criminosos a ônibus no Estado em 2018. Do total, 16 casos foram na capital.

“Desde 2016, 167 ônibus foram atacados de forma criminosa em território fluminense. Apenas cinco foram recuperados. Custo de reposição de R$ 72,5 milhões. A população é a mais prejudicada com a redução da oferta de transportes. Um ônibus incendiado deixa de transportar cerca de 70 mil passageiros em seis meses, tempo necessário para a reposição de um veículo no sistema”, informou a Fetranspor, em nota.

“Se somarmos a frota incendiada desde 2016 (167), potencialmente, deixaram de ser transportados mais de 10 milhões de passageiros nesses veículos. É importante lembrar que a inexistência de seguro para este tipo de sinistro e a crise econômica do setor, que tem feito as empresas perderem gradativamente a capacidade de investimento em renovação da frota, tornam inviável a reposição de ônibus incendiados”, finalizou a nota da Fetranspor.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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