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Empresas de ônibus do Rio cometem 37 infrações por dia

ônibus

Ônibus do Consórcio Santa Cruz. Consórcio foi multado em R$ 10 milhões, em abril de 2015, segundo prefeitura do Rio de Janeiro. Foto: Henrique Simões

Dados da prefeitura apontam que entre janeiro de 2016 e agosto de 2018 multas aos Consórcios já chega a R$ 26 milhões

ALEXANDRE PELEGI

Dados obtidos pelo jornal O Globo junto à prefeitura do Rio de Janeiro por meio da Lei de Acesso à Informação traçam um cenário da condição do serviço de transporte coletivo por ônibus na cidade nos últimos 31 meses.

De 1º de janeiro de 2016 a 7 de agosto deste ano, os quatro consórcios e o sistema BRT receberam 26.255 multas, que somam mais de R$ 26 milhões.

A comparação ano a ano mostra que as multas estão crescendo, um indicativo de que as irregularidades aumentaram: em 2018 já foram aplicadas 8.079 multas, média de 37 por dia, enquanto em todo o ano passado foram 9.402, e em 2016, 8.774.

DISTRIBUIÇÃO DAS MULTAS:

O Consórcio Santa Cruz, que opera na Zona Oeste do Rio, é o primeiro do ranking:

CONSÓRCIO

MULTAS

Santa Cruz

6.120

Transcarioca

5.940

Intersul

5.624

Internorte

5.533

BRT

3.038

TOTAL

26.255

As dez principais causas de multas:

Falta de vistoria

 9.498

Não respeitar frota determinada

 7.147

Descumprimento de ordens, obrigações e intimações feitas pela prefeitura

 1.320

Falta, inoperância ou mau funcionamento de dispositivo de acessibilidade

 833

Falta, incorreção ou alteração de informação gráfica obrigatória

 678

Suspender serviço ou linha por mais de 24h ou mais sem autorização prévia

 654

Permitir embarque e desembarque em local não sinalizado para tal

 502

Mau estado de banco e estofamento rasgado ou com molas soltas

 487

Inoperância ou mau funcionamento do ar-condicionado

 307

Colocar em operação veículo não registrado no órgão gestor

 288

OUTRO LADO

A Secretaria municipal de Transportes (SMT) informou ao jornal O Globo que foram pagas apenas 134 multas, do total de 3.474 aplicadas de janeiro a julho deste ano referentes a penalidades por inoperância de linhas, frota reduzida e má conservação. As outras se encontram em recurso ou em aberto no prazo. O montante é só de penalidades por inoperância de linhas, frota reduzida e má conservação.

A SMT informou ainda que mantém fiscalização e, em caso de irregularidades, autua os consórcios.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Já o Consórcio BRT respondeu que parte das multas decorre da “pior crise” que as empresas enfrentam, principalmente aquelas relativas à manutenção. O Consórcio questionou, no entanto, a aferição de outras multas. “Por isso, estamos entrando com diversos recursos para revertê-las”, disse em nota.

Segundo o jornal, os demais consórcios também alegam efeitos da crise.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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