Ônibus e terminais de Jundiaí registram sete ocorrências de vandalismo por dia

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Gasto semestral com danos a ônibus gira em torno de R$ 200 mil

ALEXANDRE PELEGI

Ataques a ônibus e terminais urbanos. Esse fato tem se repetido em diversas cidades brasileiras e mostra que há muito mais dificuldades a serem enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo além das já conhecidas, como perda de passageiros, aumento de custos operacionais, excesso de gratuidades, ausência de fontes de financiamento do sistema, precariedade da infraestrutura, e muito mais.

Jundiaí, cidade próxima à capital São Paulo, com mais de 400 mil habitantes, está sofrendo com o vandalismo no setor de transporte coletivo municipal.

Os números, apenas do primeiro semestre, apontam média de 7 casos por dia, que abrangem atos de vandalismo atos de vandalismo nos ônibus do transporte público e nos sete terminais da cidade.

Números divulgados pelo Jornal de Jundiaí, a partir de levantamento realizado pela Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte da prefeitura, revelam a magnitude do problema: somente no primeiro semestre de 2018 já foram registradas 250 ocorrências nos ônibus e outras 1.100 nos terminais urbanos.

Silvestre Ribeiro, gestor de Mobilidade e Transporte, contou ao Jornal de Jundiaí que os atos mais comuns contra os ônibus são as depredações em vidros, pichações e danos às plataformas para uso de cadeirantes. Desde julho a cidade recebeu 14 novos ônibus, dos quais cinco sofreram vandalismo em menos de dois meses.

Já nos terminais, as principais incidências ocorrem nos banheiros. Silvestre conta que eles estão “sempre com os vasos quebrados ou entupidos, além dos mictórios e válvulas de descarga, sempre danificados”.

O gasto semestral com a depredação nos ônibus é calculado em torno de R$ 200 mil. Apenas nos terminais urbanos já foram gastos no primeiro semestre cerca de R$ 30 mil em manutenção, além de melhorias em curso.

Dentre as ações para coibir o vandalismo, a prefeitura pretende lançar a campanha ‘Projeto Cuidar do que é Nosso’, prevista para até o final do ano. A ideia é inseri-la no calendário como projeto-piloto, voltada para jovens e adolescentes dos ensinos Fundamental e Médio.

Silvestre Ribeiro mostra o  outro lado do vandalismo: a manutenção atrasa outros tipos de serviços. “Tudo tem um custo. Isso compromete a qualidade e os investimentos na cidade e indispõe o serviço para o uso do cidadão”, conclui.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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