Presidente da Urbs-Curitiba irá à Câmara de vereadores na próxima terça-feira (14) explicar aumento da tarifa técnica

Foto: Divulgação

Grupo de vereadores chegou a protocolar requerimento de convocação, que acabou derrotado em votação

ALEXANDRE PELEGI

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) recebe nesta terça-feira, dia 14 de agosto, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Ogeny vai falar aos vereadores sobre o reajuste da tarifa técnica do transporte coletivo, que passou de R$ 4,24 para R$ 4,71 no dia 31 de julho de 2018.

Um grupo de sete vereadores chegou a protocolar um requerimento de convocação do presidente da Urbs. O requerimento, no entanto, foi derrubado por 19 votos contrários, 8 favoráveis e 1 abstenção após promessa de que Ogeny compareceria à Câmara Municipal.

ENTENDA A POLÊMICA

Tarifa-técnica é o valor que as empresas recebem por passageiro transportado e embute os custos de operação e o retorno financeiro aos donos das companhias de ônibus.

Já a tarifa social, também chamada de tarifa pública, é aquela que o passageiro efetivamente paga nas catracas.

Como a tarifa-técnica é maior que a tarifa social, é necessário que o poder público injete dinheiro no sistema de ônibus, caso contrário, a rede de ônibus ficará deficitária.

Neste ano, devem ser necessários R$ 71,3 milhões, dinheiro do governo do Estado.

Em tese, o recurso deveria ser para permitir a criação de novas integrações entre o sistema de ônibus municipais, gerenciados pela Urbs – Urbanização de Curitiba S.A. e os coletivos que partem das cidades vizinhas, sob gestão da Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba.

Mas na prática, os recursos integram o crédito suplementar para pagamento de tarifas e outras despesas operacionais.

O valor inicial proposto da tarifa técnica seria de R$ 4,82, mas caiu para R$ 4,71 por causa da desoneração de R$ 0,46 do preço do óleo diesel, que fez parte de um acordo do Governo Federal para acabar com a greve dos caminhoneiros em maio.

A queda de R$ 0,11 na tarifa e não de R$ 0,46 é porque o diesel é apenas um dos itens que integra a planilha de custos, levando em conta a proporcionalidade, e porque a queda no valor do diesel foi a partir de junho, antes as empresas pagavam o combustível mais caro.

O reajuste da tarifa-técnica deveria ter sido em 26 de fevereiro, sendo assim, as empresas de ônibus também vão receber de maneira retroativa a partir desta data.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

 

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