Prefeitura de Maricá faz campanha contra depredação a ônibus gratuitos

Interior de ônibus da EPT danificado e com pichações

Poder público diz que vandalismo tem retirado veículos de circulação. Câmeras dentro de ônibus, aplicativo e novos veículos estão entre investimentos anunciados

ADAMO BAZANI

A gratuidade nos serviços dos chamados Vermelhinhos, ônibus da EPT – Empresa Pública de Transportes, de Maricá, no Rio de Janeiro, não tem impedido que parte da população cometa vandalismo contra os veículos, que fazem parte do patrimônio público.

O vandalismo tem sido um problema tão sério que fez com que a prefeitura divulgasse mensagens e companhas contra as depredações dos ônibus.

Pichações no interior, vidros riscados, bancos rasgados, chicletes nos assentos, borrachas de janelas arrancadas, travas de saída de emergência violadas, são problemas que têm custado caro ao município, que já banca a operação dos ônibus, onde não há cobrança de passagens.

“Além de atrasos e lotação das linhas, esses danos resultam em gastos financeiros custeados pelos impostos pagos pelo próprio usuário. Uma única alavanca de emergência violada custa cerca de R$ 75; uma borracha de proteção do vidro da janela fica em torno de R$ 140; a troca de uma janela inteira custa em média R$ 500; um assento de ônibus fica por volta de R$ 200. Já o conserto de um letreiro digital custa em média R$ 700. Se um único veículo tiver a campainha destruída, vidro e para-brisas quebrados e estofado rasgado, o prejuízo financeiro pode chegar a R$ 3.000, sem contar a possibilidade de o ônibus ficar aproximadamente 10 dias inoperante.” – diz nota da prefeitura.

Segundo o poder público, circulando de forma oficial desde maio de 2017, após disputas judiciais com a antiga concessionária Viação Costa Verde, os Vermelhinhos (nome dado em alusão à cor dos ônibus) transportam 15 mil pessoas por dia e cerca de 500 mil por mês.

Na nota, a prefeitura diz ainda que tem sido obrigada a retirar ônibus de circulação. A falta de coletivos por causa do vandalismo faz com que linhas diferentes sejam reunidas para dar conta da demanda com a quantidade menor de frota disponível.

As constantes violações ocorridas no interior dos veículos resultam em uma série de problemas operacionais. A quebra de vidros, por exemplo, acarreta na retirada do coletivo de circulação e, se por ventura não tiver um ônibus substituto, pode prejudicar no atendimento. Nesses casos, há possibilidade de ocorrer a junção de duas rotas, gerando superlotação, insatisfação ou atraso nos trajetos. A título de exemplo, em um dia normal de operação a linha Ponta Negra transporta cerca de 3.150 passageiros. Quando um coletivo fica inoperante em virtude das depredações, aproximadamente 200 pessoas deixam ser atendidas em um período de 4h às 10h (corresponde a um turno da manhã). Em um dia inteiro, esse número chega a menos 600 passageiros. – complementa a nota.

PROMESSAS:

Apesar dos gastos com as depredações, a prefeitura diz que deve continuar investindo nos serviços gratuitos.

Na nota, o presidente da EPT, Lourival Casula, anunciou que a cidade, por meio de licitação, vai comprar mais 20 ônibus que se somariam aos 38 já existentes.

Câmeras de monitoramento interno e um aplicativo com informações em tempo real sobre as previsões de os ônibus chegarem às paradas estão entre as outras promessas.

“Esse aplicativo já foi licitado, já tem uma empresa vencedora e só estamos terminando a formalidade legal para fazer a contratação. A empresa será responsável por colocar câmera em todos os ônibus e o aplicativo para que funcione no município todo”, acrescentou na nota.

Estatística da EPT

  • 15 mil passageiros transportados por dia / 500 mil por mês
  • 1 linha transporta 3.150 passageiros
  • 1 assento destruído = menos 12 passageiros
  • 1 ônibus com diversas avariações = 10 dias sem funcionamento
  • 1 veículo inoperante = menos 600 pessoas atendidas em 1 dia

Prejuízos financeiros

  • 1 alavanca de emergência danificada = R$ 75
  • 1 borracha de proteção do vidro da janela = R$ 140
  • Troca de 1 janela = R$ 500
  • 1 Assento quebrado = 200
  • 1 Letreiro Digital = 700
  • Campainha, vidro, para-brisas, estofado rasgado = R$ 3.000 em apenas 1 coletivo

Investimentos

  • Mais 20 novos para compor a frota de 38
  • Instalação de câmera de segurança e aplicativo de celular

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Prefeitura de Maricá faz campanha contra depredação a ônibus gratuitos

  1. Tudo isto porque a passagem ” DE GRÁTIS ” rs!!!!!!!!!!!!!! imaginem nas cidades onde ocorrem cobrança de passagem?

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