Baterias de Dual Bus funcionam como se fossem novas mesmo depois de dois anos de uso, diz fabricante

Dual Bus reúne duas tecnologias para tração elétrica.

Com o tempo, as baterias dos veículos perdem a capacidade de armazenamento de energia. Resultado pode indicar disponibilidade de operação

ADAMO BAZANI

A empresa Eletra Industrial, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, fez um balanço positivo, até o momento, dos dois anos de operação de um ônibus que reúne duas tecnologias ao mesmo tempo, o Dual Bus.

O veículo é de tração elétrica e reúne duas formas de captação de energia. Uma delas é híbrida. O Dual Bus tem dois motores, um elétrico, que faz o ônibus se movimentar e um a diesel (menor que dos veículos convencionais) que serve apenas para gerar energia elétrica. A outra tecnologia é a trólebus, pela qual o ônibus recebe energia da rede área por meio de alavancas conectadas aos fios.

Segundo a gerente comercial da empresa, Ieda Oliveira, uma das principais preocupações é em relação ao desempenho das baterias, que perdem eficiência com o tempo. Mas neste quesito, por enquanto, os resultados têm sido satisfatórios.

“A eficiência da bateria está sempre associada à quanto tempo ela começa a perder capacidade de reter energia. As baterias mais modernas têm uma vida útil muito longa. O problema é quando está no ônibus, a hora que perder 20% da capacidade de armazenar energia, é indicado pensar em trocar o banco de baterias” – disse Ieda.

A perda de capacidade de armazenamento é ligada diretamente à diminuição de autonomia das baterias, o que interfere na disponibilidade da frota.

“Quanto mais tempo a bateria conseguir armazenar a mesma quantidade de energia que quando era nova, mais eficiente vai ser” – explicou

O Dual Bus (híbrido + trólebus) a que Ieda se refere é o modelo de 23 metros de comprimento que faz a linha metropolitana entre o município de Diadema, no ABC, e a região da Berrini, na zona Sul da Capital Paulista, pela empresa Metra, do mesmo grupo empresarial da Eletra.

Há outro modelo de Dual Bus, mais recente, que opera há cerca de nove meses, com configuração diferente. Em vez de trólebus, o Dual Bus mais novo reúne as tecnologias elétrico puro (só com as baterias) e híbrido. O modelo é padron, tem 13,2 metros de comprimento.

É o próprio motorista, que por meio de uma chave no painel, seleciona o tipo de operação.

Veja o vídeo com a explicação dos principais detalhes do Dual Bus com bateria (Att – Áudio Baixo):

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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