Comil recebe recertificação em norma internacional sobre segurança em capotamento

Carrocerias da Comil seguem padrões internacionais de segurança, segundo empresa.

ECE R66 é sobre resistência de carroceria em caso deste tipo de acidente

ADAMO BAZANI

A encarroçadora de ônibus Comil, em Erechim/RS, recebeu a recertificação na norma internacional sobre segurança em caso de capotamento, ECE R66.

A norma europeia, considerada a mais rigorosa da indústria atualmente em vigor, garante que a estrutura da carroceria tenha a resistência necessária para oferecer o máximo de segurança possível em caso de acidentes deste tipo.

De acordo com a fabricante de carrocerias, a marca conseguiu a renovação do selo E2, após ser auditada pelo engenheiro da empresa Francesa UTAC, Laurent Pasquier.

Ainda segundo a Comil, a fábrica foi auditada nos dias 11 e 12 de junho deste ano.

Em nota, a encarroçadora diz que foi a primeira empresa do setor a conquistar o selo de certificação em 2012, para a família de ônibus rodoviários da linha Campione e, em 2014, para a família de ônibus de fretamento Versátile.

As principais áreas da empresa foram auditadas. A norma visa garantir, por exemplo, menores deformações possíveis em caso de capotamentos e tombamentos para que partes da estrutura do ônibus não invadam as áreas destonadas aos passageiros e motorista nestas situações extremas.

“O objetivo da auditoria, realizada periodicamente, é verificar se as medidas tomadas pela empresa garantem a conformidade de produção de acordo com os requisitos europeus de segurança veicular. Foram avaliados os procedimentos seguidos pela Comil envolvendo as áreas de Engenharia do Produto e Desenvolvimento, Qualidade, Compras, Engenharia de Processos, Produção, Assistência Técnica e Recursos Humanos.

 A auditoria também renova a validade da metodologia de análise e simulação virtual de carrocerias aplicadas às estruturas utilizadas nos produtos Comil. Em 2014, a empresa gaúcha foi primeira no Brasil a obter a licença para simulações virtuais envolvendo a R66, utilizando ensaios por computador fiéis ao teste físico, permitindo que a empresa homologue suas carrocerias realizando apenas as simulações virtuais. A Comil desde então é parceira de tecnologia com a empresa paulista VirtualCae.

 Para a obtenção do selo, reconhecido mundialmente, deve-se garantir a segurança dos usuários em caso de acidentes, tendo como objetivo menores deformações em caso de tombamento, e que estas não invadam o espaço residual deixado para os passageiros.”

Essa certificação já é exigência no mercado europeu e em países da África e no Chile, na América Latina. No Brasil, a resolução 316/09, do Contran – Conselho Nacional de Trânsito, se baseia em diversos pontos da norma ECE R66.

Da Esquerda para a direita, equipe envolvida na recertificação. Matias Pasqualotto (Eng. De Desenvolvimento), Laércio Aderichn (Eng. De Normas Técnicas), Laurent Pasquier (Eng. Da UTAC), Luciano Tedesco (Coordenador de Engenharia)

“A França é um dos países com maior tradição e credibilidade na avaliação de requisitos em veículos no que se refere à segurança. Este foi um fator decisivo para Comil no momento da escolha da certificadora UTAC, que foi fundada em 1945. Devido a esta tradição, a empresa francesa emprega em seus certificados o número 2, que fica logo após a letra E. Isso ocorre pelo fato de o país ficar atrás apenas da Alemanha, sendo então a segunda melhor certificadora do mundo” – complementou ainda a Comil na nota.

“Encontramos uma equipe motivada e dinâmica que demonstra querer constantemente a busca do sucesso em seus produtos e a retomada do volume de produção do passado. Oferecem uma gama muito ampla de veículos, desde o ônibus mais básico até a embarcação rodoviária superconfortável.” – disse o auditor da certificadora UTAC, Laurent Pasquier, ainda segundo a nota da Comil.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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