Em estado de greve, rodoviários de Novo Hamburgo (RS) seguem negociando com empresas

Foto: Otávio dos Reis (ônibus Brasil)

Ônibus circulam na cidade gaúcha, enquanto categoria analisa contra-proposta salarial

ALEXANDRE PELEGI

Os rodoviários de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, ameaçam entrar em greve desde a semana passada.

Eles haviam dado um prazo de três dias úteis (até esta terça-feira, 24 de julho de 2018), para fechar acordo salarial com o sindicato patronal. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/07/19/rodoviarios-de-novo-hamburgo-podem-entrar-em-greve-na-proxima-semana/

No fim da tarde desta segunda-feira, dia 23 de julho, uma proposta foi apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Vale do Sinos (Setup), e acabou rejeitada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Novo Hamburgo.

A assembleia da categoria foi realizada durante a noite de ontem, e uma contraproposta dos rodoviários deve ser apresentada ainda na manhã de hoje.

Os ônibus circulam normalmente na cidade, mas os rodoviários permanecem em estado de greve.

A reivindicação remete a um acordo salarial referente a 2017. No ano passado, o sindicato dos trabalhadores ajuizou uma nova ação de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho no Rio Grande do Sul, após falta de consenso em negociações.

Em entrevista ao jornal NH, de Novo Hamburgo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Lauri Finotti, disse uma das ações já foi julgada. “Eles teriam que nos pagar, mas recorreram. Apresentaram proposta com reposição apenas pagando a inflação e tiraram alguns benefícios. Ela foi rejeitada. Elas (empresas) tiveram uma antecipação quando saiu o aumento da passagem”, alega o sindicalista.

Ainda segundo o jornal NH, o sindicato patronal alega que o próprio sindicato dos rodoviários ajuizou o dissídio, e que a ação referente a 2017 ainda tramita na justiça.

O transporte coletivo de Novo Hamburgo é realizado por três empresas: Hamburguesa, Viação Feitoria e Viação Futura.

SITUAÇÃO

A licitação do transporte coletivo de Novo Hamburgo é outro imbróglio local.

Desde 2008, início da gestão do prefeito Tarcísio Zimmermann (PT), o assunto não consegue chegar a bom termo.

Atualmente, na gestão de Fátima Daudt (PSDB), a licitação chegou a ser lançada em setembro de 2017, mas após questionamentos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, e suspensa por duas vezes, terminou por ser anulada em janeiro deste ano.

A tarifa sofreu reajuste de quase 3% no dia 1º de janeiro de 2018, passando de R$ 3,40 para R$ 3,50.

O contrato com as atuais permissionárias foi renovado por até 180 dias.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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