Empresas de ônibus de Passo Fundo solicitam reajuste de tarifa e Conselho Municipal pede 15 dias para analisar

Foto: Rádio Uirapuru

Se Conselho e prefeitura aceitarem solicitação, valor da tarifa passará dos atuais R$ 3,25 para R$ 3,94

ALEXANDRE PELEGI

Caberá ao Conselho Municipal de Transportes de Passo Fundo, cidade do interior gaúcho, avaliar os pedidos das empresas concessionárias do transporte municipal por um reajuste na tarifa dos ônibus.

A Codepas, Coleurb e Transpasso são as três empresas que prestam o serviço de transporte público do município. Na semana passada, dia 12 de julho, elas apresentaram suas planilhas de custos solicitando o reajuste na tarifa atual, que passaria dos atuais R$ 3,25 para R$ 3,94.

Agora caberá à Secretaria de Transportes e Serviços Gerais do município realizar uma análise, para em seguida remeter ao Conselho Municipal de Transportes (CMT) a decisão final sobre o reajuste, que definirá ainda o valor mais adequado a ser encaminhado ao prefeito.

O último reajuste da tarifa ocorreu em janeiro de 2017, e o secretário de Transportes de Passo Fundo, Cristiam Thans, já disse que insumos como diesel, pneus e lubrificantes, entre outros, sofreram aumentos acima da inflação neste período.

No entanto, a depender do Conselho, a discussão sobre um possível reajuste ficará, ao que tudo indica, para o fim do mês. O CMT solicitou um prazo de 15 dias para fechar uma decisão sofre a solicitação das concessionárias.

O Conselho, criado em 1973, é constituído por entidades representativas de diferentes segmentos da sociedade, que contemplam desde estudantes, Vereadores, secretarias da prefeitura, empresários e até mesmo setores da segurança pública.

Presidido por Cristiam Thans, atual secretário municipal de Transportes e Serviços Gerais, cabe ao grupo a competência de apresentar um parecer sobre projetos ou medidas que busquem coordenar as atividades de permissionários ou concessionários que exploram o serviço de transporte coletivo da cidade.

Em declaração ao jornal Diário da Manhã, de Passo Fundo, Cristiam afirmou que “a ideia é dar uma representatividade para a comunidade através de um representante para cada segmento. Ele aconselha a administração em relação ao transporte. É um conselho consultivo, não deliberativo. Quando se fala de transportes na cidade, deve sempre passar pelo Conselho”.

O presidente do CMT descreve as etapas que serão cumpridas. Primeiro, os dados apresentados por meio das planilhas das empresas de transporte solicitando o reajuste serão analisados, a fim de que se verifique a correção do valor pedido (R$ 3,94). Após isso, o CMT se reúne para fechar um consenso.

O Conselho, portanto, pode indicar um novo valor, ou concordar com o valor proposto pelas empresas. Pode até mesmo, em última instância, rejeitar qualquer reajuste.

Como etapa final, a proposta (ou contraproposta) definida pelo CMT segue então para avaliação do prefeito, que decretará ou não o reajuste, além de definir o percentual caso ele ocorra.

ENTIDADES QUE COMPÕEM O CMT

Associação dos Engenheiros e Arquitetos,

Diretório Central de Estudantes (representado pela Faculdade João Paulo II),

Secretaria Municipal de Obras,

União das Associações de Moradores de Passo Fundo (UAMPAF),

Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Passo Fundo (Acisa),

Brigada Militar,

Secretaria Municipal de Planejamento,

Secretaria Municipal de Transportes e Serviços Gerais,

Secretaria Municipal de Segurança Pública,

Secretaria de Educação do Estado,

Polícia Rodoviária Federal (PRF),

Câmara de Vereadores,

Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL),

Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Passo Fundo (Sindiurb),

Simpasso Sindicato Servidores Municipais de Passo Fundo (Simpasso),

representante de uma instituição de Ensino Superior (atualmente a titularidade é da Imed)

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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