Obras do tradicional bondinho de Santa Teresa, no Rio, são retomadas após 2 anos

12% dos funcionários da Central Logística aderiram ao PDV. Empresa assumiu o Sistema de Bondes de Santa Teresa. Foto: Divulgação

Trabalhos incluem remoção de trilhos e dormentes e substituição das peças

ALEXANDRE PELEGI

Patrimônio cultural do Rio de Janeiro, o Bondinho de Santa Teresa, cujas obras de expansão estavam paralisadas há dois anos, pode voltar a circular em um trecho maior nos próximos 120 dias.

O bonde, que encantou gerações e foi cenário para inúmeros filmes e novelas, ficou fora da paisagem carioca após um grave acidente em 2011, que o tirou de circulação. Durante quatro anos o serviço ficou paralisado, voltando a funcionar somente em 2015.

O traçado completo tem cerca de dez quilômetros de extensão e vai até a Estação Silvestre, próxima ao Corcovado. Desde 2015 o serviço é prestado em um trecho de cerca de quatro quilômetros, até a Praça Odylo Costa Neto, traçado que, de acordo com a prefeitura do Rio de Janeiro, atende a cerca de 80% do número de passageiros transportados em 2010 – são 74 viagens por dia, com 2.368 lugares e uma ocupação média de 44%.

As obras de expansão do sistema, iniciadas em 2013 — dois anos após o acidente que matou seis pessoas — estavam suspensas há pelo menos dois anos. Os trabalhos foram retomados hoje, e serão realizados pelo Consórcio Elmo/Azvi, com prazo de conclusão de 4 meses.

Os serviços incluem remoção de trilhos e dormentes e substituição das peças, no trecho de 1,5 km que vai da Praça Odylo Costa Neto até o Largo do França (subida e descida). O custo do contrato é de cerca de R$ 9 milhões.

BONDE DE SANTA TERESA, PRESENTE NA PAISAGEM CARIOCA DESDE 1896:

Nos trilhos desde 1896, o bonde teve que se retirar de um cenário que sempre fez parte – as belezas naturais do Rio de Janeiro, que lhe conferiram o título de “a cidade maravilhosa”.

Há quase seis anos, num dia 27 de agosto de 2011, o bondinho de Santa Teresa envolveu-se num grave acidente: uma falha no sistema de freios o fez chocar-se contra um poste e tombar. Como consequência seis pessoas morreram e 56 ficaram feridas, incluindo turistas franceses, americanos e portugueses.

A partir daí o principal sistema de transporte público do bairro de Santa Teresa, não à toa uma das atrações turísticas mais charmosas do Rio, ficou sem funcionar durante quatro anos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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