Rio de Janeiro retoma obra de expansão do bonde de Santa Teresa

O trecho percorrido atualmente pelo bonde é de quatro quilômetros. Foto: Divulgação.

Intervenções estão paradas a mais de dois anos por crise financeira no estado

JESSICA MARQUES

O governo do estado do Rio de Janeiro vai retomar a obra de expansão do bonde de Santa Teresa até o fim de julho. As intervenções estão paradas há mais de dois anos devido à crise financeira no estado.

Conforme informado pelo jornal O Globo, o governo informou que o novo trajeto, de três quilômetros, entre a Praça Odylo Costa Neto, no Largo dos Guimarães, e o Largo do França, deve ficar pronto em 120 dias.

Os reparos no bonde começaram em 2013, dois anos depois do acidente que deixou seis pessoas mortas. O trecho percorrido atualmente pelo bonde é de quatro quilômetros, que correspondem ao caminho entre o Largo da Carioca, no Centro, e a Praça Odylo Costa Neto, no Largo dos Guimarães.

Ainda segundo o Globo, o Consórcio Elmo/Azvi seguirá responsável pela execução da obra de ampliação. A Secretaria de Estado de Transportes informou que, atualmente, há cinco bondes em funcionamento, quantidade que, segundo o órgão, seria suficiente para atender à demanda existente. São realizadas cerca de 74 viagens por dia. A média de ocupação dos 2.368 lugares é de 44%.

O preço da passagem é de R$ 20 para ida e volta. O valor paga as despesas de funcionários e manutenção do sistema.

POLÊMICA

Ainda conforme apontado pela reportagem do Globo, dos dez quilômetros de de trilhos que deveriam ter sido construídos em Santa Teresa, somente quatro haviam sido finalizados.

A informação teria sido divulgada em depoimento a membros da CPI da Alerj que investiga irregularidades no setor de transportes, o presidente da Companhia Estadual de Engenharia, Transportes e Logística do Rio, por Rogério Azambuja.

O presidente também afirmou que, das 14 composições previstas para o sistema, apenas cinco foram adquiridas. Em nota ao Globo, a Secretaria de Estado de Transportes informou que os cinco bondes em funcionamento são suficientes para atender a demanda.

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