27% dos idosos dizem que prioridade é desrespeitada no transporte público

Por outro lado, pessoas com mais de 60 anos veem respeito maior às regras do que o restante dos entrevistados, aponta pesquisa Datafolha

ALEXANDRE PELEGI

Uma pesquisa do Datafolha avaliou a situação dos idosos no transporte público no país.

Segundo o instituto, o ônibus é o meio de transporte mais comum entre os mais velhos – 51% dizem usar esse modo de transporte em sua rotina diária.

Quando comparado a outras faixas etárias, os idosos só “perdem” para os jovens de 16 a 24 anos – 55% deles usam ônibus.

Sobre a observância ao direito de usar os assentos prioritários, para 27% dos idosos isso nunca é respeitado no Brasil.

Para aqueles com idade superior a 60 anos, no entanto, a percepção de que a prioridade ao idoso nos assentos preferenciais é respeitada por todos é maior do que a do restante da população.

Um exemplo disso está na resposta dada à prioridade de uso nos assentos preferenciais nos transportes coletivos: enquanto apenas 14% dos entrevistados de todas as idades afirmam que a regra é sempre respeitada, para 27% dos idosos ela é sempre obedecida.

A pesquisa nacional inédita foi feita pelo Datafolha, e integra a série “Ao Seu Tempo”, que mostra como o brasileiro se relaciona com a idade. O levantamento ouviu 2.732 pessoas com 16 anos ou mais (848 a partir dos 60 anos).

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    A analise de pesquisa sobre assuntos subjetivos não é nada fácil. Eu uso transporte coletivo na capital de São Paulo, já passei dos 80 anos e não tenho queixas quanto a relacionamento com motoristas, cobradores e demais usuários. E é livre o uso dos assentos prioritários quando não há idosos para utilizá-los. Rogério Belda

  2. Rogerio Belda disse:

    Sou “idoso” e “usuário” dos transportes públicos na cidade de São Paulo. Já fiquei “meio-ranzinza” com a idade;, atualmente, só uso transporte público e não tenho queixa de como sou tratado. Nesta controvérsia, além de engenheiros e estatísticos, será necessário o concurso de psicólogos e antropólogos

  3. teresinha disse:

    gostaria de saber com que idade, um idoso pode entrar sem pagar pelo meio.

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