Ecovias implanta novo modelo de Operação Comboio

A nova operação foi aprovada pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo). Foto: Divulgação.

Quando neblina for densa apenas na Interligação Planalto, motoristas que seguem para o Litoral pela Imigrantes não serão mais represados

JESSICA MARQUES

A Ecovias implantou um novo modelo de Operação Comboio no Sistema Anchieta-Imigrantes. Agora, quando a neblina for densa apenas na Interligação Planalto, os motoristas que seguem para o Litoral pela Imigrantes não serão mais represados.

Quando a neblina for densa apenas na Interligação Planalto, mas com condições seguras na Imigrantes, “veículos com destino à Anchieta serão represados no início do trecho da Interligação (km 08), logo após a alça de acesso da Imigrantes, na altura do km 40, e seguirão em velocidade controlada até um ponto de melhor visibilidade. Já os usuários que pretendem seguir ao Litoral pela Imigrantes, não serão mais represados e poderão continuar a viagem livremente” – informou a Ecovias.

A nova operação, desenvolvida pela Ecovias e Policiamento Rodoviário, foi aprovada pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) e está em vigor desde quinta-feira, 21 de junho, antes do início da temporada em que a incidência de neblina é mais comum.

“No Sistema Anchieta-Imigrantes, podemos ter formação de neblina o ano todo, mas alguns meses concentram mais dias com necessidade de montagem da Operação Comboio. Historicamente, essa condição é mais comum em setembro, outubro e novembro” –  disse o gerente de Atendimento ao Usuário da Ecovias, Ronald Marangon.

A Ecovias informou que o novo modelo foi desenvolvido, testado e aprimorado ao longo dos últimos dois anos. Segundo a concessionária, o novo tipo de Operação Comboio “trará benefícios tanto para usuários de veículos de passeio, que poderão seguir livremente se a visibilidade estiver boa na Imigrantes, quanto para caminhões e ônibus, que farão o deslocamento em velocidade controlada por um percurso mais curto, reduzindo também assim o tempo de viagem”.

As orientações aos motoristas estão feitas por meio de painéis eletrônicos e outras sinalizações específicas, que indicam por quais faixas cada grupo de veículos deve seguir a partir da praça de pedágio.

Quando a visibilidade estiver prejudicada na rodovia dos Imigrantes, a Operação Comboio acontecerá da forma tradicional, com os veículos sendo represados a partir das praças de pedágio, segundo a Ecovias.

Medição de visibilidade

A visibilidade no Sistema Anchieta-Imigrantes é medida por meio de equipamentos instalados em pontos críticos de neblina, que enviam informações em tempo real ao Centro de Controle Operacional da concessionária e sinalizam aos operadores sempre que a visibilidade começa a ficar prejudicada, abaixo de 500 metros.

“A partir deste momento, inicia-se o protocolo homologado pela Artesp para essas situações, que inclui o acionamento da polícia para que mantenha equipes preparadas e inserção da informação nos meios de comunicação da concessionária. Quando a visibilidade baixa dos 200 metros, as alças da Interligação são bloqueadas e as viaturas, posicionadas para possível montagem do comboio. Ao atingir menos de 100 metros em qualquer ponto do SAI, a operação é iniciada na rodovia que estiver sendo afetada. Os veículos são represados em locais seguros e depois, são escoltados em velocidade reduzida até trecho de melhor visibilidade.”

Na subida da serra, onde não há pontos seguros para retenção dos veículos e montagem da Operação Comboio, os usuários são orientados a reduzir a velocidade. Nestas situações, os motoristas de caminhão também são obrigados a se manter na faixa da direita, sem realizar ultrapassagens.

Acidentes

Embora o Sistema Anchieta-Imigrantes tenha registros de neblina em todos os meses do ano, a Ecovias informou que menos de 5% dos acidentes ocorrem nessa situação. “A maioria das ocorrências se dá com tempo bom e pistas secas”.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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