Livros sobre mobilidade são lançados na Universidade Federal do Paraná

No dia 27 de junho, quarta-feira, dois livros sobre mobilidade serão lançados a partir das 19h na reitoria da UFPR. (Clique na imagem para ampliar)

Após lançamento, será realizado debate sobre o assunto com a autora Meli Malatesta, o vereador Goura e o editor do Mobilize, Marcos Mandarim de Sousa

JESSICA MARQUES

A mobilidade estará em pauta na próxima semana na Universidade Federal do Paraná. No dia 27 de junho, quarta-feira, dois livros sobre mobilidade serão lançados a partir das 19h na reitoria da UFPR.

Os livros lançados são Movido pela Mente, de Ricky Ribeiro, e Pé de Igualdade, de Meli Malatesta. Além dos lançamentos, será realizado um debate sobre mobilidade ativa com a autora Meli, o vereador Goura e o editor do Mobilize, Marcos Mandarim de Sousa.

O livro Movido pela Mente é sobre o próprio autor. “Um rapaz apaixonado por mobilidade que perdeu todos os movimentos do corpo devido a uma doença degenerativa, a Esclerose lateral Amiotrófica (ELA).”

Após a doença, Ricky Ribeiro intensificou a luta e criou o Mobilize, um dos principais portais de mobilidade do Brasil, apenas com o movimento dos olhos. No livro, o autor relata os desafios que precisou superar ao longo de toda a experiência.

O Pé de Igualdade, por sua vez, é uma coleção de textos, reflexões e desabafos de quem passou a vida com planejadores e tomadores das decisões sobre políticas de mobilidade e não conseguiu testemunhar a Mobilidade a Pé com o mesmo pé de igualdade das outras formas de mobilidade.

Na obra, Meli Malatesta registra sua contribuição para ajudar as cidades a serem mais preparadas a pensar na vida das pessoas que por elas caminham, seja de que modo for. Meli é presidente da Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos).

Segundo a autora, a ideia do livro surgiu quando ela percebeu que ao longo do tempo havia produzido um material de reflexão sobre o assunto Mobilidade a Pé nos posts do Blog Pé de Igualdade do portal Mobilize Brasil e na Seção Ponto de Vista da página da ANTP. Após avaliar, Meli chegou à conclusão de que o conjunto deste material poderia ser transformado em livro sobre o assunto.

DESAFIOS DA MOBILIDADE A PÉ

Segundo Meli, o principal desafio da Mobilidade a Pé no Brasil é ser entendida como “rede de mobilidade, assim como acontece com os demais modais e fazer parte do processo da estruturação e do planejamento da rede total de deslocamentos das cidades”.

“Infelizmente esta forma de mobilidade (a pé), a mais importante de todas por ser a ‘matéria prima’ que alimentará todas as demais redes – pois todas as viagens começam e terminam com um deslocamento a pé – é vista somente sob uma ótica, a segurança do pedestre.  Assim, uma anormalidade decorrente desta falta de planejamento e de visão de rede, que é o ‘combate’ ao atropelamento, passa a ser o foco principal e único das políticas de mobilidade a pé.  Este tipo de abordagem passa a ser limitado e pontual e nunca solucionado adequadamente através de medidas preventivas que só existem quando há a visão de rede, a rede da mobilidade a pé” – disse a autora.

Na visão de Meli, a mobilidade a pé não é tão valorizada quanto os outros modais porque “caminhar é um ato tão trivial que é ignorado como forma de mobilidade, porque as forças econômicas que investem na valorização dos modais produzidos pelos seus produtos ainda não se conscientizaram para a importância e o potencial de transversalidade de uma política de priorização da mobilidade a pé com outras políticas públicas igualmente importantes como saúde, meio ambiente, segurança pública e qualidade de vida”.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

1 comentário em Livros sobre mobilidade são lançados na Universidade Federal do Paraná

  1. Aproveitando o tema sobre mobilidade urbana, na ZL de São Paulo, a PMSP pretende desativar o corredor de ônibus na avenida Celso Garcia, que liga a Penha ao Pq. Dom Pedro (centro) abrindo a avenida aos carros e substituindo o corredor por uma faixa preferencial. Desde os anos 90 o sentido centro da Celso Garcial é exclusivo aos ônibus (a maioria oriundo das regiões de São Miguel e Itaim) tendo um bom desempenho, ao contrário do sentido oposto onde o transito é compartilhado com carros. Em época onde o assunto mobilidade, poluição e custos do transporte público estão em evidência, a PMSP faz o inverso do que se espera, priorizando o transporte individual ao coletivo. Só para constar, as linhas que trafegam pela Celso Garcia transportam cerca de 200 mil passageiros por dia.
    Talvez se vocês, imprensa, procurarem a PMSP ela dê um posicionamento sobre a decisão pois pro cidadão comum ela se finge de surda e muda.

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