Campo Grande tenta R$ 100 milhões do Governo Federal para obras de mobilidade urbana

Vias de transporte coletivo serão prioridade, segundo prefeitura

Segundo prefeitura, maior parte destes recursos irá para corredores de ônibus

ADAMO BAZANI

A prefeitura de Campo Grande anunciou que tenta por meio do programa Avançar Cidades, (nova versão do PAC, do Governo Federal), a liberação de quase R$ 100 milhões para obras de mobilidade, entre as quais, corredores de ônibus e ciclovias.

Nesta sexta-feira, 15 de junho de 2018, o prefeito Marquinhos Trad se reuniu com o ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun, para conseguir apoio aos projetos. Também participaram do encontro, realizado na prefeitura de Campo Grande, o Secretário Municipal de Obras e Infraestrutura, Rudi Fioresi, e a diretora-executiva de Planejamento e Gestão Estratégica, Catiana Sabadin.

Entre os projetos, estão as obras complementares financiadas PAC Mobilidade e que já estão em andamento na capital sul-mato-grossense como o corredor sudoeste, que abrange as ruas Guia Lopes e Brilhante e as avenidas Marechal Deodoro e Bandeirantes, no trecho entre o Amambai e o Aero Rancho. Além disso, partes dos recursos, se liberados, pode ser usada para requalificar vias da região central.

Para as obras de recapeamento de vias servidas por transporte coletivo, que inclui sinalização, acessibilidade e drenagem pluvial, o valor solicitado é de R$ 16,6 milhões.

Entre as vias que foram incluídas no pedido da prefeitura estão as avenidas Cônsul Assaf Trad e Coronel Antonino e as ruas 25 de Dezembro, Alegrete e rua Rui Barbosa.

A maior parte dos recursos pedidos, porém, é para corredores de ônibus, em torno de R$ 73,9 milhões, com contrapartida da prefeitura no valor de R$ 3,6 milhões.

Já para o projeto de construção de 30 quilômetros de ciclovias, a prefeitura pede R$ 8,8 milhões.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, se disse otimista com a reunião.

O ministro, por sua vez, afirmou que há “boas chances” de a cidade conseguir a verba, mas lembrou que o “Avançar Cidades” é concorrido, que o Governo Federal está com restrição orçamentária e que, em ano eleitoral, o cronograma para liberação de recursos é mais curto.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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