Sobe para 70 número de ônibus incendiados em Minas Gerais

Coletivo da linha 415 (Granja de Freitas/Centro) foi queimado na Via Expressa, em Betim. Foto: Reprodução/TV Globo

Ao todo, foram 113 ataques em Minas Gerais, contato outros veículos incendiados e prédios públicos

JESSICA MARQUES

Os ataques a ônibus no estado de Minas Gerais não cessaram. Subiu para 70 o número de veículos do transporte público que foram incendiados, desde o dia 3 de junho.

Na noite desta quarta-feira, 14 de junho de 2018, um coletivo da linha 415 (Granja de Freitas/Centro) foi incendiado na Via Expressa, em Betim. Segundo informações da Polícia Militar, o motorista foi rendido por cinco homens armados e encapuzados, no ponto final, após a última viagem do dia.

O condutor teve que seguir até a Via Expressa, no bairro Capelinha, onde foi obrigado a descer para que os criminosos colocassem fogo no ônibus.

“Eles portavam um galão de 20 litros de combustível e determinaram que o motorista viesse até esse local aqui. Espalharam o combustível, atearam fogo no ônibus e fugiram em sentido ignorado ao do motorista” – disse o tenente Edimilson Rodrigues Martins ao portal G1.

Ao todo, foram 113 ataques em Minas Gerais, contato outros veículos incendiados e prédios públicos.

O Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, confirmou que os ataques a ônibus que ocorreram no estado nos últimos dias partem de uma facção criminosa que atua em todo o país.

Relembre: Governador de Minas Gerais confirma que ataques a ônibus partem de facção criminosa

 

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, prometeu uma verba para combater os ataques a ônibus no estado.

Relembre: Jungmann promete R$ 50 milhões para combater ataques a ônibus em Minas Gerais

Leia também: Minas Gerais contabiliza 60 ataques a ônibus em 29 cidades, nos últimos quatro dias

Jessica Marques para o Diário do Transporte

2 comentários em Sobe para 70 número de ônibus incendiados em Minas Gerais

  1. Evidente que é ação criminosa, mas pode ocorrer por ação individual ou acidental. Volto a lembrar que pela necessidade de ser leve a construção de ônibus utiliza muito material comburente. Poderia ser menos? Difícil responder por palpite. Volto a lembrar que no passado, também incendiavam trens urbanos de passageiros, até que foi realizado um estudo de como reduzir a “combustibilidade” deste meio de transporte alterando o projeto de fabricação. Parece a primeira vista que no caso dos ônibus é mais complicada a redução da “combustibilidade” dos veículos, mas é um assunto que merece ser examinado porque embora sendo um servido de prestação privada é percebido como “face do governo”

  2. Repito o comentário, por ser este um ângulo não percebido: O transporte coletivo urbano, mesmo sendo concedido à iniciativa privada, é face institucional do governo. Esta é a motivação do ataque, facilitada pelo fato de que ônibus, para serem leves, são fabricados com muito material comburente, como eram no passado os trens de subúrbio que também eram queimados como forma de protesto. No caso dos trens, passaram a ser construídos com menos material “incendiável” (Existe estudo técnico a respeito), Solução mais difícil para os ônibus pela necessidade de serem leves por razões econômicas ( o peso implica em aumento do custo operacional, Mesmo assim deveria ser estudado como reduzir a “combustibilidade” dos veículos. Lembrar também que as seguradoras, recusam-se a fazer seguro de ônibus pela natureza destes serviços, agora com risco mais agravado pela criminalidade. Faz-se necessária uma solução, porque suas as consequências são amplas.

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