Paralisação no transporte escolar de Paulínia é suspensa

Categoria informou que, se não houver acordo, a greve pode ser retomada. Foto: Divulgação / Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região

Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região decidiu que, se não houver acordo, greve pode ser retomada

JESSICA MARQUES

Iniciada na manhã desta quarta-feira, 13 de junho de 2018, a paralisação no transporte escolar de Paulínia, no interior de São Paulo, foi suspensa. A decisão veio do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região. A categoria informou que, se não houver acordo, a greve pode ser retomada.

Uma reunião foi feita entre os trabalhadores e representantes das empresas de transporte da região. A Prefeitura está intermediando as negociações.

Segundo informações do sindicato, os salários estão atrasados, as horas extras não estão sendo pagas e não está sendo feito o recolhimento do FGTS, nem do INSS.

Outra contestação é o desconto do vale-refeição em dias de atestado. Os ônibus também estão sem manutenção, de acordo com o sindicato.

A Prefeitura de Paulínia informou, por meio de nota, que na segunda-feira, 11 de junho, se reuniu com membros do sindicato da categoria para se dispor a intermediar as negociações com as empresas.

“A Prefeitura reforça que independente da decisão dos trabalhadores em continuar com a paralisação, a Secretaria de Transportes já está providenciando uma maneira alternativa para solucionar o problema” – diz trecho da nota.

A Sancetur – Santa Cecília Turismo, responsável pelo transporte de parte dos alunos da cidade de Paulínia para as escolas da cidade, informou que a paralisação ocorrida nesta terça-feira foi “indevida, abusiva e ilegal”.

Confira nota da Sancetur na íntegra:

“Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário e Anexos de Campinas e Região, os colaboradores da empresa estão reivindicando os direitos trabalhistas que a empresa vem honrando. Portanto, não há motivos plausíveis para a greve.

Além disso, por lei, todas as empresas devem ser informadas, pelo sindicato de classe, sobre qualquer tipo de paralisação com 48 horas de antecedência. Para as empresas que exploram atividade de transporte público, considerada essencial, essa comunicação deve ser realizada pelo sindicato à empresa e aos usuários com 72 horas de antecedência. Porém, isso não ocorreu.

Desta forma, porque o movimento de paralisação foi deflagrado sem qualquer comunicação prévia, em total desrespeito à Lei nº 7.783/1989, informamos que adotaremos as medidas judiciais cabíveis visando a normalização da situação para não prejudicar o transporte escolar da cidade.”

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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