Quando o amor não é passageiro: no Dia dos Namorados, conheça a história de casais que se apaixonaram em ônibus

Daniel e Nomari se conheceram na linha Jd. Danfer - Parque Dom Pedro há mais de três décadas. Foto: Reprodução / SPTrans

Transporte coletivo também foi essencial para unir casais que moram longe

JESSICA MARQUES

Ver alguém interessante dentro do ônibus, que desperta um sentimento bom, não é uma situação rara. Em muitos casos, o interesse fica em segredo e a paixão acaba sendo literalmente passageira.

Em homenagem ao Dia dos Namorados, nesta terça-feira 12 de junho, o Diário do Transporte reuniu relatos em que a paixão dentro de um ônibus evoluiu para uma história de amor. O cupido esteve a bordo de urbanos e rodoviários.

Uma história especial começou em um ônibus urbano, há mais de três décadas. Daniel é motorista de ônibus e Nomari, na época, utilizava a linha em que ele trabalhava.

“A linha era Jd. Danfer – Parque Dom Pedro e a empresa era a Auto Ônibus Penha São Miguel” – contou Daniel. Segundo o motorista, nenhum passageiro agradecia quando passava pela catraca, mas ela era diferente e sempre agradecia. “Um dia, ela estava sozinha no ponto e a primeira coisa que ela perguntou: Você é casado?” – relembrou.

A esposa brincou, dizendo que não se lembra de ter sido tão direta, mas não escondeu o interesse recíproco. “Ele ficava também olhando pelo retrovisor. Aí eu falei: ele também deve estar interessado em alguma coisa” – disse Nomari.

Com o passar do tempo, o casal se aproximou e agora eles têm dois filhos, um de 34 e outro de 30 anos.

Confira a história completa no vídeo feito pela SPTrans sobre o casal:

Em outros casos, o ônibus foi essencial para que casais que moram longe pudessem se encontrar com frequência. É o caso de Ana Paula Miranda e Renan Carvalho, que viajam nos ônibus da Viação 1001 para se encontrar.

Renan mora em Niterói, no Rio de Janeiro, e Ana Paula, em São Paulo. Ao longo de seis anos, foram mais de cem viagens para matar a saudade.

“Começamos a nos falar pelas redes sociais por termos interesses musicais parecidos. Depois de um ano de conversa, resolvi surpreendê-la com uma visita e deu tudo certo” – contou Renan.

O romance deu tão certo, graças às viagens de ônibus rodoviário, que o casal já tem planos para morar juntos. “Superamos o relacionamento à distância, com as viagens para nos encontrarmos, agora definir o local é um prazer para nós” – contou Ana Paula, que disse que ainda não está definido se vão ficar no Rio ou em São Paulo.

A história de amor de Maria Cristina de Almeida teve uma participação ainda mais especial de uma empresa de transporte público rodoviário. Há dez anos, a então moradora de São Paulo conheceu o marido, morador de Jundiaí, em uma garagem de ônibus, na capital paulista.

“Nossa união foi, literalmente, através dos ônibus da Cometa. Viajávamos para trabalhar e conheci o meu amor, que é motorista, aqui na empresa” – contou Maria Cristina.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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