Custo do subsídio ao diesel é maior que valor estimado pelo governo

Medida foi o principal item do acordo feito com os caminhoneiros durante a paralisação nacional, nas últimas semanas de maio. Foto: Divulgação.

Segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente do Senado Federal, são R$ 5,2 bilhões em vez dos R$ 4 bilhões previstos

JESSICA MARQUES

O custo do subsídio federal ao óleo diesel será maior do que o valor estimado inicialmente pelo governo. Segundo cálculos da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado Federal, o impacto será de R$ 5,2 bilhões em vez dos R$ 4 bilhões previstos a princípio.

A medida foi o principal item do acordo feito com os caminhoneiros durante a paralisação nacional, nas últimas semanas de maio. Segundo o relatório da instituição, o custo total será de R$ 14,7 bilhões com o “bolsa caminhoneiro”, superior aos R$ 13,5 bilhões projetados pela equipe econômica, de acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo cálculos da IFI, que acompanha as contas públicas, a redução da Cide e do PIS/Cofins cobrados no preço do diesel é de R$ 5,1 bilhões. O subsídio direto a ser pago à Petrobras, por sua vez, custará R$ 9,6 bilhões, ou seja, R$ 100 milhões a mais em relação aos R$ 9,5 bilhões previstos pela equipe econômica.

A IFI vai pedir informações para a Receita Federal para verificar o motivo da divergência. O subsídio de R$ 0,46 no preço do litro do diesel deve ser compensado financeiramente. Se houver aumento nas despesas, o governo terá que ampliar as compensações previstas.

As medidas que compensam o subsídio, segundo informações do Governo Federal, incluem redução de renúncias fiscais, como por exemplo barrar a redução da isenção na Zona Franca de Manaus para empresas de refrigerantes.

Cálculos preliminares da IFI apontam ainda que a alta do PIB em 2018 pode passar de 2,7% para 1,9%.

FRETE

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) se reuniu novamente com representantes dos caminhoneiros nesta segunda-feira, 11 de junho de 2018 para debater a tabela com preços mínimos de fretes para o transporte rodoviário.

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O Ministro do Transporte suspendeu os efeitos da resolução sobre o frete mínimo. Com a suspensão do texto, voltará a vigorar a primeira versão, de 30 de maio.

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O tabelamento do frete foi uma das reivindicações dos caminhoneiros, atendida pelo governo em tentativa de acabar com a paralisação, que durou 11 dias, bloqueando estradas principais de todo o país.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou na tarde desta sexta-feira, dia 8 de junho de 2018, que vai ingressar no Supremo Tribunal Federal com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o tabelamento do frete para transporte rodoviário de cargas.

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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