Rodoviários do Rio rejeitam proposta de reajuste das empresas e marcam greve a partir de segunda-feira (11)

Foto: Carlos Bernardes (Rio Ônibus)

Sintraturb afirma que os serviços serão interrompidos gradualmente. Greve será geral e por tempo indeterminado

ALEXANDRE PELEGI

A trégua proposta pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio) às empresas de ônibus chegou ao fim.

Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, dia 7 de junho, os rodoviários rejeitaram a proposta encaminhada pelo Rio Ônibus, sindicato das empresas. Eles decidiram iniciar uma paralisação a partir da próxima segunda-feira, dia 11.

A paralisação começará de forma gradual, com paralisações por empresa, se transformando em seguida numa greve geral e por tempo indeterminado.

Os rodoviários cariocas, após dois anos sem reajuste, reclamam ainda de pagamentos referentes a 2017, o que inclui salários em atraso, 13º, férias, cestas básicas e dissídios.

A proposta encaminhada pelo Rio Ônibus foi de um reajuste de 4%, sendo 2% em junho e posteriormente mais 2% em novembro.

O presidente do Sintraturb-Rio, Sebastião José, afirmou à reportagem do jornal O Dia que a proposta das empresas era “no mínimo ridícula”.

Os rodoviários propõem nos salários de 10%, além de plano de saúde, retorno da data base para 1º de março, vale alimentação de R$ 409,50, vale refeição de R$ 480, fim da dupla função e suspensão das multas e da pontuação com maior prazo para recursos. “Disso não vamos abrir mão”, garantiu o presidente do sindicato dos rodoviários.

Na assembleia realizada pelos rodoviários na última segunda-feira, dia 4 de junho, foi lido um ofício do Rio Ônibus, sindicato das empresas, encaminhado à categoria. No comunicado, as empresas afirmavam ter condições de retomar a discussão de cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho, ou seja, pagamento dos salários atrasados, 13° salário, férias, cesta básica e dissídios de 2017.

Em função do comunicado das empresas, os trabalhadores decidiram aguardar uma contraproposta do sindicato patronal, concedendo prazo de 72 horas, que se encerrou ontem.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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