Em 7º dia de greve dos rodoviários, 61 ônibus são depredados em Manaus

Manifestantes tentam virar um ônibus perto do T4. Foto Rede Amazônica - Reprodução

Manifestantes colocaram fogo para bloquear avenidas e tentaram virar um coletivo

JESSICA MARQUES

Nesta segunda-feira, 4 de junho de 2018, o sétimo dia de greve dos rodoviários de Manaus causou revolta nos passageiros. Com isso, manifestantes que ficaram sem transporte depredaram 61 coletivos, segundo informações do Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas).

Pela manhã, cerca de 844 ônibus deixaram as garagens, mas foram retidos por sindicalistas no Terminal de Integração (T4), que fica no bairro Jorge Teixeira. Com isso, as grades do local foram danificadas por alguns passageiros.

O Sinetram informou que foram danificados os veículos das empresas Eucatur, Global Green, Açaí Transportes e Expresso Coroado. Os ônibus foram apedrejados próximo ao Terminal de Integração, na Zona Leste. Os manifestantes tentaram virar um deles.

Também de acordo com o sindicato, até às 11h desta segunda, 510 ônibus estavam circulando. A estimativa é de que a greve tenha afetado cerca de 100 mil pessoas.

Além dos ônibus depredados, as proximidades da Rotatória do Produtor foram bloqueadas. Manifestantes colocaram fogo em pedaços de madeira nas avenidas Itaúba e Autaz Mirim.

NEGOCIAÇÃO

 

Na sexta-feira, 1º de junho, as partes tiveram um encontro para conciliação, junto a membros do Ministério Público do Trabalho. Foi acordado um aumento de 3,5% para 2017/2018 e 1,69% para 2018/2019. O primeiro pagamento será em julho deste ano, com prazo até o quinto dia útil de agosto.

Também foi acertada a contratação de aproximadamente 8 mil funcionários como horistas, intermitentes e funcionários em tempo parcial.

Além disso, foi acordado que, em caso de acidente em que o motorista foi culpado, haveria o pagamento de R$ 1,5 mil, parcelado em até seis vezes. O intervalo da jornada também pode ser fracionado, com tempo mínimo de dez minutos.

Apesar dos acordos firmados, o Sinetram não aceitou o fracionamento de férias, a compensação de horas extras e feriados somente por acordo coletivo, abono de falta dos grevistas e a desistência do patronal em um processo de dissídio coletivo.

Desta maneira, o STTRM informou, em nota, que normalizou a frota no domingo como trégua, mas que a greve continua por tempo indeterminado.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

Deixe uma resposta