Negociações continuam sem acordo e greve chega ao segundo dia em Manaus

Na terça-feira, apenas metade da frota circulou na cidade.

Segundo o Sinetram, apenas 70% da frota operou nesta manhã

JESSICA MARQUES

A greve dos rodoviários de Manaus chega ao segundo dia nesta terça-feira, 30 de maio de 2018. As negociações que ocorreram hoje terminaram sem acordo novamente, portanto, a paralisação continua.

Membros do Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas) reuniram-se com integrantes do Sindicato dos Rodoviários. A categoria aceitou o reajuste de 6% proposto pelos empresários, mas a Prefeitura teria que pagar retroativo.

O reajuste salarial seria a partir de junho, mas a categoria reivindica R$ 13 milhões em retroativos, contabilizando o período desde maio de 2017. À imprensa local, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, disse que a prefeitura não vai arcar com o valor.

O Sinetram, por sua vez, informou que não haverá negociação enquanto a greve prosseguir. Portanto, a situação do transporte público em Manaus, atualmente, está neste impasse.

Nesta manhã, foram feitos atos na capital Amazonense. Os ônibus que estavam em operação foram impedidos de circular no terminal que fica na Avenida Constantino Nery, na Zona Sul da cidade. Os passageiros tiveram que seguir a pé até o centro.

Segundo o Sinetram, apenas 70% da frota operou nesta manhã. Aproximadamente 800 ônibus circularam no início do dia. Ao todo, o transporte de Manaus é composto por nove empresas, que operam 229 linhas com 1.300 ônibus. Nesta terça, apenas metade da frota circulou.

Os protestos foram contra um suposto anúncio de vagas na empresa de transportes de Manaus, que teria gerado filas de trabalhadores, sem haver vagas reais. A empresa não se pronunciou sobre o ocorrido.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

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