Trabalhadores continuam em greve na Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo

Paralisação teve início em 14 de maio e metalúrgicos ainda não entraram em acordo com a montadora

Paralisação teve início em 14 de maio e metalúrgicos ainda não entraram em acordo com a montadora

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

A greve continua nesta terça-feira, 22 de maio de 2018, na Mercedes-Benz. A montadora de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, está com as atividades paralisadas desde 14 de maio, quando os trabalhadores decidiram cruzar os braços.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou, em nota, que “os 8 mil metalúrgicos na planta da Mercedes-Benz têm mantido a fábrica parada durante todos os dias da mobilização”.

Até o momento, todas as rodadas de negociação feitas com a empresa tiveram resultado negativo. Os trabalhadores ainda não aprovaram nenhuma proposta.

Em campanha salarial, com data-base em maio, os trabalhadores reivindicam a assinatura de um acordo coletivo que garanta reajuste incorporado aos salários.

“A proposta negociada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC previa a reposição salarial pelo INPC na data-base (maio) mais abono de R$ 2,5 mil, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) paga em duas parcelas (65% em junho e o restante em dezembro), renovação das cláusulas sociais – com a inclusão da cláusula de salvaguarda da reforma trabalhista – e estabilidade até maio de 2019” — informou o sindicato, na última sexta-feira.

Os metalúrgicos reivindicam também que o cálculo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) inclua a exportação de itens agregados, como motores, eixos e câmbios.

Para esta quarta-feira, 23 de maio, está prevista nova assembleia em frente à empresa, às 7h30.

A Mercedes-Benz produz caminhões, chassis de ônibus, cabinas e agregados. A planta de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, tem aproximadamente 8 mil funcionários.

 

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