Rodoviários de Salvador fazem assembleias para definir greve

Publicado em: 14 de maio de 2018

Em 9 de maio, a categoria realizou um protesto no Terminal Acesso Norte e impediu o acesso de ônibus.

Encontros com a participação de empresários e membros da Prefeitura serão realizados na quinta-feira, 17 de maio

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

Os membros do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, na Bahia, farão duas assembleias para definir se a categoria vai entrar em greve. Os encontros serão realizados na quadra de esportes dos bancários, às 9h e 15h da próxima quinta-feira. Nas reuniões, estarão presentes empresários e representantes da Prefeitura de Salvador, segundo informações do portal Bahia Notícias.

A categoria está em campanha salarial há quatro meses, mas ainda não foi estabelecido um acordo com as empresas. A reivindicação dos trabalhadores é de 6% de reajuste salarial, aumento de 10% no ticket refeição e vacina, por trabalharem em área considerada insalubre pelo sindicato.

Na sexta-feira, 11 de maio, os empresários apresentaram a proposta de retirar os cobradores, não pagar hora-extra e retirar um domingo de folga de cada mês, conforme o presidente do sindicato Hélio Ferreira informou ao Bahia Notícias. A proposta foi recusada pelos trabalhadores.

Em 9 de maio, a categoria realizou um protesto no Terminal Acesso Norte e impediu o acesso de ônibus.

OUTRO LADO

O secretário Municipal de Mobilidade, Fábio Mota, informou que a pasta tem mediado as negociações entre os trabalhadores e os empresários. Ao Bahia Notícias, Mota afirmou também que a secretaria tem se esforçado para atender a demanda no Terminal Acesso Norte.

“Estamos negociando com o Estado para aumentar a área da Estação Acesso Norte. O Estado prometeu liberar a área para implantarmos estoque de ônibus” – disse.

A Semob disse também que a CRR Metrô Bahia, empresa que administra a estação, se comprometeu a adequar a área do estacionamento para funcionar um estoque regulador dos ônibus, o que ainda não ocorreu.

A CCR, por sua vez, defende que a criação de estoque para coletivos no terminal não foi prevista, inicialmente, entre as obrigações da concessionária, conforme foi solicitado pelos trabalhadores.

“O projeto do terminal, tal como implantado, foi aprovado à época pelas autoridades competentes. A implantação do espaço reivindicado pelos rodoviários (estoque de ônibus) está em discussão entre as autoridades competentes” –  justificou a concessionária, em nota.

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