Enquete nacional revela que 81% dos passageiros sentem insegurança no transporte público

Pesquisa ouviu mais de 48 mil usuários do aplicativo em mais de 80 cidades brasileiras

Pesquisa foi feita com passageiros de ônibus que utilizam o aplicativo CittaMobi 

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

Uma enquete nacional feita com passageiros de ônibus que utilizam o aplicativo CittaMobi revelou que 81% dos participantes sentem insegurança no transporte público.

A pesquisa ouviu 48.839 usuários do aplicativo em mais de 80 cidades brasileiras. A enquete foi feita de 26 de fevereiro a 6 de março de 2018.

A percepção de insegurança é maior entre mulheres. Entre o grupo feminino, 83% sentem-se inseguras, enquanto 79% dos homens têm o mesmo sentimento.

A pesquisa também mostra que a insegurança é maior em cidades com mais de 500 mil habitantes. Neste caso, a sensação chega a incomodar 84% dos passageiros.

A percepção de insegurança é maior pelo receio de ser roubado o assaltado dentro dos ônibus, o que foi citado por 40% dos entrevistados. Por outro lado, 26% dos passageiros sentem-se vulneráveis enquanto esperam a chegada dos coletivos nos pontos.

A Enquete Nacional UITP-CittaMobi de Percepção de Segurança no Transporte Público foi divulgada nesta semana.

TEMPO DE DESLOCAMENTO

Outro item avaliado na pesquisa foi o tempo de deslocamento dos passageiros. A enquete mostrou que a maioria das pessoas leva entre 31 e 45 minutos para chegar ao destino de ônibus. Esse número representa 26% dos passageiros, enquanto 25% levam mais de uma hora.

Grande parte dos entrevistados utiliza o transporte público cinco dias na semana, correspondendo a 30% dos participantes.

A grande justificativa para o uso de ônibus de ônibus é a ausência de um veículo próprio, pois 69% dos entrevistados deram essa justificativa. Apenas 12% usam a alternativa por não possuírem carteira de motorista e 11% por acreditarem ser mais barato.

Clique no link abaixo para conferir a pesquisa na íntegra:

Pesquisa CittaMobi_UITP_resultado_v2

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Comentários

Comentários

  1. SDTConsultoria em Transportes disse:

    Estes dados servem de entrada nas análises críticas dos ÓRGÃOS GESTORES do transporte coletivo ( SPTRANS – BHTRANS – URBS ..) O que estamos fazendo para reverter isto ? Blitz em algumas linhas ? Institucionais alertando para os cuidados ao embarcar e durante o trajeto ? Me parece chover no molhado , pois isto já está em nossa cultura. até pode sensibilizar alguns , mas se não houver uma ação mais efetiva isto tende a piorar. Recentemente a Guarda Municipal efetuou blitz com a intenção de gerar um impacto com os FURA CATRACAS em uma das linhas em CWB , quando da abordagem a maioria eram menores de 18 anos e alguns estava armados com facas . O que fazer ? Os mesmos foram até a delegacia , assinaram termo , os pais ou responsáveis foram chamados e todos já estão nas ruas novamente…Me parece que precisamos muito mais do que isso. Investimento forte em EDUCAÇÃO , SEGURANÇA E SAÚDE e talvez a médio prazo surtam os efeitos almejados… as eleições estão aí , por que não começar agora ?

  2. Rogerio Belda disse:

    As facas são roubadas nos restaurantes e amoladas nas calçadas. Mas a insegurança no transporte público é menor do que nas ruas. Esta é um problema antigo e complexo. Pergunto: Há indícios de aumento ou de redução? Tem relação com a conjuntura econômica e, também, com a pirâmide de idade da população? E quais são as alternativas diferentes da defendida por certo “bolsão ignaro” da população? Rogerio Belda

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