Governo do DF troca faixa exclusiva para ônibus por fluidez no trânsito

Foto: Reprodução / Google Maps

Diretor-geral do DER-DF afirma que medida vai “proporcionar mais agilidade aos motoristas da região”

ALEXANDRE PELEGI

O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) anunciou na noite desta quarta-feira, dia 9 de maio, que vai extinguir a faixa exclusiva implantada na DF-001.

A faixa, criada para o uso de ônibus, táxis e vans escolares, funciona no trecho que liga o viaduto da BR-060, em Samambaia, até o Shopping Riacho Mall, na DF-075, sentido Plano Piloto.

A medida integra o Programa “Obras Diretas Para Fluidez do Trânsito” e, segundo o DER-DF, visa oferecer para um tráfego com maior agilidade, economia, conforto e segurança nas vias do DF.

O diretor-geral do DER, Márcio Buzar, garante que a erradicação da faixa exclusiva vai beneficiar a população que mora próximo ao local. O objetivo, segundo ele, é proporcionar mais agilidade aos motoristas da região.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

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  1. Rosimar Gonçalves disse:

    Voto censitário consistia na restrição do direito de votar e concorrer às eleições somente para alguns grupos de cidadãos que apresentavam um padrão social e econômico alto, os chamados “homens bons”, indivíduos oriundos de famílias abastadas, com títulos nobiliárquicos ou donos de muitas propriedades que votavam em seus próprios representantes, excluindo totalmente o restante da população, que era majoritariamente pobre.

    No Brasil foi usado na 1ª eleição em 1532 e estava previsto na Constituição Imperial de 1824, vigorou até a instauração da primeira Constituição em 1891 pós implantação da República. Mesmo com seu fim , mendigos, analfabetos e as mulheres ainda não tinham o direito de votar.

    De modo geral, o voto censitário ainda podia limitar o direito ao voto exclusivamente para outros grupos, como baseado no gênero sexual, na religião, na etnia e etc. É um sistema que não é aplicável em estados democráticos, justamente por ferir alguns dos princípios básicos da democracia: a soberania exercida pelo povo, de modo IGUALITÁRIO e sem DISCRIMINAÇÕES.

    Com a Constituição de 1998 todo brasileiro, independente de sua situação econômica, etnia, religião, gênero, etc. é livre para votar e é considerado igual em seus direitos e deveres.

    Nas cidades brasileiras é praticado, pelas administrações do campo da direita, da elite escravagista do país – à revelia da Constituição de 88 – O USO E ACESSO CENSITÁRIO DO ESPAÇO PÚBLICO E DA APROPRIAÇÃO DA CIDADE. Em relação à mobilidade urbana é clara e notória a resistência de reconhecimento, por parte desse grupo endinheirado, do direito ao uso e acesso igualitário ao sistema viário público POR PARTE DE TODO BRASILEIRO – à pé, de bicicleta, em cadeira de rodas, em ônibus, trem, metrô, carro, balsas, etc.

    Essa decisão em Brasília diz em letras garrafais: AQUI, QUEM TEM CARRO TEM MAIS DIREITO E TODA A PRIORIDADE AO USO DO SISTEMA VIÁRIO PÚBLICO SERÁ DIRECIONADO A ESSE GRUPO DE PESSOAS, PORTANTO, TEM O DIREITO DE TER LIBERADA MAIOR PARTE DAS VIAS PARA SUA OCUPAÇÃO. TRATA-SE DE UM GRUPO COM MAIS DINHEIRO, LOGO COM MAIS DIREITO! OS DEMAIS NÃO SÃO “HOMENS DE BEM” (não têm dinheiro, são trabalhadores com menos influência, que se lixem, que acordem mais cedo, que fiquem mais tempo no transporte público, não é nosso problema, não consideramos essa gente).

    A incoerência se dá pela ação protetora de uma minoria que não contribui para o final desejado, já que mais veículos individuais nas ruas não garante a fluidez alegada, ao contrário, contribui de FORMA IRRACIONAL para menos pessoas usarem com seus carros mais metros quadrados para se deslocar nas vias, induzindo maiores congestionamentos e menos fluidez para mais pessoas, pois quem está nos ônibus estará distribuído também no mesmo congestionamento.

    Qualquer conta simples de matemática básica leva à conclusão explícita de que se mais pessoas usam um mesmo veículo (transporte público) mais espaço é liberado na via. Não precisa muita inteligência para saber que um ônibus ocupa espaço de dois carros e transporta muito mais pessoas.

    Os corredores ou faixas exclusivas liberam a circulação para um número muito maior de pessoas, mas essas pessoas para o Distrito Federal, pelo corte censitário não tem o mesmo valor, então ao invés de liberar a circulação para um número maior de pessoas no viário público construído pelo dinheiro coletivo de todos igualitariamente, será destinado censitariamente aos que possuirem carro, afinal são considerados melhores e estão na categoria de “HOMENS DE BEM DA ÉPOCA DO BRASIL COLÔNIA”.

    Em outras palavras, a postura colonial e escravagista que dividia a sociedade em homens bons como sendo os mais ricos e homens desprezíveis – os trabalhadores e escravos – ainda é a que norteia as ações de alguns prefeitos, governadores e atualmente presidente interino. Essa gente vê o mundo de maneira hierárquica onde estão acima os que tem o poder do dinheiro e os demais devem ser ignorados.

    No entanto, nós trabalhadores, somos a maioria e já conquistamos esse direito mínimo na Constituição de 1998 e devemos lutar para que prevaleça direitos já adquiridos por tantos movimentos populares e que agora estão em fase de derrubada por ESSES HOMENS BONS QUE LEGISLAM, EXECUTAM EM JULGAM EM SEU PRÓPRIO INTERESSE. Estão tentando, mas a história é contínua e esse momento vai passar e ser mais um capítulo GROTESCO DE NOSSA HISTÓRIA.

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