Prefeitura de Santo André promete que aplicativo passará por atualizações

Prefeito Paulo Serra apresenta aplicativo de ônibus, que ainda não funciona adequadamente

Ferramenta ainda não informa adequadamente previsão de chegada dos ônibus aos pontos e há dificuldades para a localização das paradas

ADAMO BAZANI

O aplicativo de celular Santo André Mob, lançado na quinta-feira, 3 de maio de 2018, pelo prefeito Paulo Serra, ainda apresentava problemas nesta sexta-feira e não informava a previsão de chegada dos ônibus às paradas. A navegação era difícil ainda e constantemente aparecia a mensagem de falha de conexão ao servidor.

Os mesmos problemas do dia do lançamento.

Por volta das 20h50 desta sexta-feira, a reportagem do Diário do Transporte voltou a tentar usar o aplicativo.

Pela primeira vez, deu erro de conexão com o servidor. Os outros aplicativos instalados no celular funcionavam normalmente no mesmo momento, com de bancos, Uber, emissoras de Rádio e TV, Waze, Messenger e WhatsApp.

Na segunda tentativa, houve conexão. Mas as informações eram conflitantes. O mesmo prefixo de ônibus tinha duas previsões diferentes para passar no mesmo ponto. O veículo da linha B63, prefixo 2649, deveria passar em três minutos, mas logo abaixo, no mesmo ponto, o ônibus estava previsto para passar em sete minutos. A reportagem foi até as proximidades do ponto e em nenhuma destas previsões o ônibus passou. Isso sem contar que, como foi alertado pelo prefeito no dia do lançamento, a identificação das linhas está errada. Em vez de o nome, por exemplo, ser informado como B63, como é de fato, a linha é identificada como 063, que, no ABC, se refere a uma linha intermunicipal operada pela Viação Ribeirão Pires. Isso ocorre com todas as linhas que aparecem sem letras.

As letras identificam os tipos de serviço das linhas:

B: liga bairros, passando ou não pelo centro

T: vai até o Terminal central da cidade

I: interdistrital, liga o primeiro e o segundo distritos

S: Até a Estação Prefeito Saladino

U: Estação Utinga.

Em nota resposta à Rádio ABC e ao Diário do Transporte, a prefeitura admite que o sistema precisa ser melhorado e que, para isso, deve passar por atualizações

Conforme anunciado no evento de lançamento do aplicativo Santo André Mob, a empresa responsável pelo gerenciamento do aplicativo, a Transdata Smart, realizará atualizações constantes como qualquer outro aplicativo disponibilizado nas lojas virtuais da Apple Store e Google Play. Estas atualizações aprimorarão o sistema e corrigirão possíveis falhas.

Os passageiros do Consórcio União Santo André, cujas viações são filiadas à AESA – Associação das Empresas do Sistema de Transporte de Santo André ficaram três meses sem contar com nenhum tipo de aplicativo porque as empresas não quiseram continuar o contrato com o aplicativo CittaMobi. As empresas do Consórcio União Santo André romperam o contrato em fevereiro, mas só no início de maio apresentaram o Santo André Mob, mas com falhas.

Integram o Consórcio União Santo André as seguintes empresas com os respectivos proprietários:

Lote 01: Viação Guaianazes (Ronan Maria Pinto)

Lote 02: Viação Vaz (Ozias Vaz)

Lote 03: TCPN – Transporte Coletivo Parque das Nações (Carlos Sófio)

Lote 04: ETURSA – Empresa de Transporte Urbano Rodoviário de Santo André (Ronan Maria Pinto)

Lote 05: EUSA – Empresa Urbana Santo André (Baltazar José de Sousa)

As linhas TR – Troncais e AL – Alimentadoras do sistema de Vila Luzita são operadas pela Suzantur desde outubro de 2016 e os seus passageiros continuam usando o CittaMobbi normalmente.

A Suzantur, de Claudinei Brogliato, vai operar até a conclusão da licitação do sistema, que deveria ter sido realizada ainda em 2016, mas, de acordo com a última promessa da prefeitura, terá o edital lançado ainda no mês de maio deste ano.

A empresa poderá participar da licitação.

O aplicativo CittaMobi era usado pela população de Santo André desde outubro de 2014.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Mesmissima coisa em outras cidades.
    Um total descredito.
    Se houve contratacao de empresas terceiras ou uso de grandes recursos proprios o TCU deveria investigar estes apps.

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