Mais uma vez, moradores de Mongaguá estão sem ônibus

Beira Mar chegou a colocar ônibus que foram dispensados do sistema da capital paulista

Contrato emergencial com nova empresa começa somente no sábado, 05

ADAMO BAZANI

Os moradores de Mongaguá, no Litoral Paulista, mais uma vez sofrem por causa da falta de transportes.

Por dia útil, 12 mil passageiros são transportados, em média.

Neste domingo e ao menos até o meio dia desta segunda-feira, 30 de abril de 2018, nenhum ônibus municipal saiu às ruas.

Na última quinta-feira, 26 de abril, a prefeitura de Mongaguá publicou no Diário Oficial da Cidade um decreto rompendo contrato com a Viação Beira Mar, alegando que a empresa descumpriu diversos pontos da contratação, como manutenção da frota e cumprimento de horários e itinerários.

Segundo o G1 Santos, no dia seguinte, sexta-feira e no sábado, os ônibus circularam somente até a parte da manhã.

A prefeitura de Mongaguá deve iniciar somente no próximo sábado, 05 de maio, a contratação emergencial por 180 dias de uma nova empresa para operar o sistema municipal.

A Beira Mar, que opera há 30 anos na cidade, segundo a prefeitura, apresentava diversos problemas.

Desde setembro do ano passado, por causa de atrasos nos pagamentos, os empregados realizaram diversas paralisações nos serviços.

Em fevereiro, 11 dos 12 ônibus da Beira Mar não prestaram serviços porque estavam quebrados. Até a publicação do decreto da prefeitura no dia 26, eram apenas seis ônibus em circulação.

Os moradores da cidade têm de se virar com transporte próprio ou contar com as vans do transporte alternativo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

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  1. Edson Profeta Ramos de Araujo disse:

    Em Itanhaém, município vizinho a Mongaguá, a empresa Litoral Sul também é alvo de reclamações mesmo de quem não é usuário. Ônibus velhos, sujos e poluidores atendem linhas com intervalos excessivos entre uma partida e outra. Na última semana de abril a empresa simplesmente alterou todas as linhas sem comunicar a população sobre as mudanças, apenas colocou avisos nos ônibus sobre a data de início, dia 24/04/18. As linhas saiam dos bairros e iam até o centro onde os passageiros deveriam desembarcar e fazer a “integração” em outros ônibus para ir até o destino final. Depois de centenas de reclamações nas redes sociais, até de quem não utiliza o transporte público, a empresa voltou atrás e retornou ao sistema antigo. A prefeitura e a secretária de trânsito não emitiu nenhum comunicado à população.

  2. Urashima disse:

    Temos que repensar a normativa e o conceito de transporte público coletivo. Não dá para esse assunto tão importante ficar a cargo de cada município. Isso nunca funcionou bem, mas agora a coisa está muito pior. Mongaguá tem cerca de 60 mil habitantes e cerca de 12 mil passageiros/dia no sistema municipal de ônibus que conta 12 veículos. São números que dificilmente geram retorno ao capital investido. Estatizar o serviço parece fora de cogitação neste momento. A cidade compõe a Região Metropolitana da Baixada Santista. Mongaguá não é o único município nessa situação, logo por não haver uma autoridade metropolitana dos transportes na qual concentraria o planejamento dos ônibus de toda a RMBS, sem se importar com as divisas de cada município, pois para o usuário do transporte, essas divisas não existem. Mora-se em Peruibe e trabalha-se em Santos, em Cubatão ou vice versa.
    Isso vale para a RMBS como também para todas as regiões conurbadas. Na RMSP há cidades com sistema de transportes similar a Mongaguá, cidades como Ferraz, Taboão, Caieiras. Isso provoca situações bizarras como o fato de que é mais barato sair de Ferraz de Vasconcelos (região leste) e ir a Santo Amaro (zona sul da capital) do que sair da mesma localidade e ir até o bairro da Penha na zona leste se a escolha for o transporte público coletivo.
    As cidades não ilhas isoladas, elas fazem parte de um todo muito maior, mais dinâmico e que por isso tem que ser pensado como um e não como 09 ou 39 ilhas.

  3. Antônio Carlos disse:

    Eu quero sabe que empresa vai fazer o transporte na cidade e como fica esta concorrência com os alternativo que não leva carteirinha e so dois idoso

  4. Angélica Leite da Silva disse:

    VERGONHA!!! Uma verdadeira cara de pau desse prefeito que nada faz na cidade!!! Ele certamente nao anda nos ônibus ruins que a cidade tem! Primeiro a prefeitura acaba com o contrato e depois de uma semana põe alguns ônibus!

  5. Osmar Rezende disse:

    Uma vergonha quando os idosos de mongagua vão ser respeitados. Os coitados andao igualmente sardinhas na lata QUe falta de respeito

  6. Oslo disse:

    A pergunta é. …porque…como…?
    Sistema deficitario pois nao há numero suficiente de pagantes ou maioria com beneficios e tarifa deficitaria gerando problemas investimentos na empresa. Outro sistema usufruindo das linhas…quase uma concorrencia desleal (*). Cortando horarios dos ônibus. …passando a frente. Vias intransitaveis…quebra….desinteresse de muitos no sistema de transporte indo de bicicleta. ..motocicleta….carona….comprando carro velho….e o sistema vai perdendo passageiros.

  7. Lucas disse:

    A prefeitura deveria ter obrigado deixar os ônibus até o dia da nova empresa entrar, pois agr tenho que andar quase 4 km pra poder estudar. Isso é uma vergonha!!!!!!

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