Após mais dois ônibus incendiados em Uberlândia, PM prende suspeitos

Publicado em: 26 de abril de 2018

Um dos veículos operava a linha A 229 (Terminal Umuarama ao Ipanema) e teve perda total

Polícia Militar efetuou oito prisões e ataques ocorreram nos bairros Ipanema e Osvaldo Rezende

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

Na noite desta quarta-feira, 25 de abril de 2018, mais dois ônibus foram incendiados em Uberlândia, Minas Gerais. Até esta quinta-feira, 26, a Polícia Militar prendeu cinco suspeitos e apreendeu três menores.

Dentre os suspeitos de envolvimento nos ataques, cinco já têm passagens pela Polícia. Um deles tem nove crimes no histórico, segundo informações da PM. As prisões ocorreram durante rastreamentos.

Os ônibus foram incendiados nos bairros Ipanema e Osvaldo Rezende. Um dos veículos operava a linha A 229 (Terminal Umuarama ao Ipanema) e teve perda total. O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta de 22h15, na Avenida Sideral, que fica no Jardim Ipanema. As chamas atingiram a rede elétrica e a região ficou sem energia.

O segundo caso ocorreu pouco mais de uma hora depois, quando outro ônibus foi queimado na Avenida Marcos de Freitas Costa, no bairro Osvaldo Rezende. Segundo informações do G1, o segundo coletivo foi incendiado próximo a um posto de combustíveis.

Antes dos incêndios, um ônibus que circulava pela Avenida Palestina com a Alameda José Oliveira Guimarães, no Bairro Canaã, foi atacado por dois homens, que atingiram e danificaram o tanque de combustível do veículo com uma barra de ferro. O coletivo operava a linha T102 e foi retirado de circulação.

PRISÕES

Segundo informações do G1, as primeiras prisões ocorreram quando a Polícia Militar recebeu uma denúncia. Um veículo, supostamente utilizado no ataque do Bairro Ipanema, foi encontrado com quatro suspeitos que tinham cheiro de gasolina no corpo.

Um dos ocupantes do carro tinha marcas de fuligem na roupa e havia dois galões com gasolina dentro do veículo. Os indícios resultaram em um flagrante, feito na delegacia de plantão da Polícia Civil da região.

Os outros quatro suspeitos, menores, foram apreendidos com galões cheios de gasolina. Por esse motivo, as apreensões também foram consideradas flagrantes.

A PM suspeita que os ataques estejam ocorrendo mando de membros de facções criminosas que estão presos em Uberlândia. O comandante da 9ª Região da Polícia Militar (RPM), coronel Cláudio Vitor Rodrigues, informou ao G1 que foram mapeados detentos que podem ter envolvimento com as ocorrências. Quatro deles já foram transferidos para um presídio no Norte de Minas Gerais.

HISTÓRICO

No início da noite desta terça-feira, 24 de abril de 2018, mais um ônibus foi incendiado em Uberlândia, Minas Gerais. O caso foi o sexto ataque a ônibus nos últimos cinco dias e ocorreu em menos de 24 horas após o quinto registro.

Após a sucessão de ataques, a Polícia Militar reforçou o efetivo para fazer o acompanhamento dos veículos e evitar novos casos. Segundo informações do portal Hoje em Dia, o reforço começou a ser feito a partir desta quarta-feira, 25.

Relembre: Após sexto caso de incêndio a ônibus em Uberlândia, Polícia Militar faz acompanhamento dos veículos

De sexta-feira, 20 de abril, até segunda-feira, 23 de abril, foram registrados cinco casos, além de uma estação de embarque e desembarque que foi danificada.

Um ônibus foi incendiado em Uberlândia, Minas Gerais, na noite de segunda-feira, 23 de abril de 2018. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o veículo operava no transporte coletivo e estava no Bairro Patrimônio no momento da ocorrência.

O ônibus fazia a linha Terminal Central ao Bairro Patrimônio e pertencia à empresa Autotrans. Os suspeitos teriam utilizado gasolina para atear fogo no coletivo, também conforme os Bombeiros.

No sábado, outro ônibus da viação Autotrans foi incendiado no bairro Santa Luzia, na zona sul da cidade. Segundo informações do Diário de Uberlândia, dois suspeitos ameaçaram o motorista e colocaram fogo no veículo. Ninguém ficou ferido e nada foi roubado.

Na madrugada do domingo, quatro suspeitos atearam fogo em dois ônibus da empresa São Miguel, que estavam na garagem. O local fica no bairro Marta Helena, na zona norte de Uberlândia. Na ocasião, foram lançados ao menos quatro coquetéis molotov nos veículos, o que causou explosões.

Na sexta-feira, 20 de abril, um ônibus do transporte público também foi incendiado. O crime ocorreu na Avenida Sílvio Rugani, no Bairro Tubalina, em Uberlândia. Na ocasião, os autores estavam armados e fizeram os passageiros descerem antes de colocar fogo no veículo. O coletivo era operado pela Viação Sorriso de Minas.

Em todos os ataques, ninguém ficou ferido. Relembre os casos: Uberlândia registra mais dois ataques a ônibus, em Minas Gerais

INVESTIGAÇÃO

Frente a esses casos, as polícias Civil e Militar, junto à Prefeitura e empresários de ônibus da cidade, reuniram-se na terça-feira, 24 de abril, para montar estratégias que possibilitem a solução dos crimes.

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BELO HORIZONTE

Em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, subiu para nove o número de ônibus incendiados neste mês. Na madrugada desta quinta-feira, 26 de abril de 2018, um coletivo foi vítima de um incêndio criminoso no Bairro Serra Verde, na Região de Venda Nova.

O Corpo de Bombeiros informou ao portal Estado de Minas que o incêndio teve início por volta de 2h. Na ocasião, o ônibus estava nas proximidades do cruzamento da Avenida Leontino Francisco Alves com a Rua Guido Leão.

A Polícia Militar informou que três suspeitos armados colocaram fogo no ônibus. Os homens teriam chegado em um Vectra e rendido o motorista antes do incêndio.

Neste caso, o fogo também atingiu a rede elétrica, portanto, a região ficou sem energia. O quintal de uma casa também foi atingido pelas chamas, mas ninguém ficou ferido.

INCÊNDIOS NA REGIÃO METROPOLITANA

O Setra-BH (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte) afirmou que não tem dinheiro para repor os ônibus que foram incendiados na capital e na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Segundo o sindicato, um ônibus convencional queimado representa um prejuízo de R$ 400 mil. O sindicato informou que não há seguro para esse tipo de crime.

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