CPI dos Transportes do Rio de Janeiro obriga depoimento de ex-secretário estadual

Julio Lopes foi secretário de transportes do Rio de Janeiro duas vezes.

Julio Lopes ocupou o cargo de 2007 a 2014 na pasta estadual dos Transportes, portanto teria muita informação, segundo o deputado Eliomar Coelho

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

A CPI dos Transportes do Rio de Janeiro vai obrigar o ex-secretário estadual de Transportes Julio Lopes a depor na comissão. A aprovação da decisão foi feita por unanimidade na manhã desta quarta-feira, 25 de abril de 2018.

A comissão tem como objetivo apurar irregularidades no setor de transportes. O deputado estadual Eliomar Coelho informou ao jornal O Globo que Lopes foi secretário de Transportes de 2007 a 2014, portanto, teria muita informação que pode contribuir para a CPI.

A comissão está sendo feita pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Segundo o Globo, essa é a terceira vez que a CPI tenta ouvir Lopes. Na primeira vez, ele não compareceu após ser convidado. Na segunda, o ex-secretário declinou o convite dizendo que ele não estava sendo indiciado. Desta vez, a comissão vai alegar que ele tem obrigação de comparecer.

“Qualquer pessoa maior e capaz, salvo restrições de parentesco, profissionais ou relativas à autoincriminação tem obrigação de depor” – diz trecho do requerimento aprovado. “Mais evidente torna-se essa obrigação de depor perante a egrégia Comissão Parlamentar de Inquérito quando se verifica que esse parlamentar federal desempenhou o alto cargo de secretário de estado, isto é, exerceu cargo em comissão na administração pública fluminense.”

Segundo o documento, Lopes pode escolher a data e o local em que vai depor, mas não pode esquivar-se da responsabilidade. Não serão autorizadas perguntas sobre os atos do ex-secretário como deputado federal, mas não há restrições sobre questionamentos a respeito do cargo exercido no Governo do Estado.

LAVA-JATO

Conforme publicado pelo jornal O Globo, Lopes teria recebido R$ 4 milhões da Odebrecht, conforme relato dos delatores Benedicto Barbosa Júnior, o BJ, e Marcos Vidigal do Amaral. O despacho do ministro do STF, Edson Fachin, informa que os pagamentos a Lopes foram feitos com os apelidos de “Pavão”, “Bonitinho” e “Velhos”.

O repasse teria sido registrado pelo setor de Operações Estruturadas, um departamento de propina da Odebrecht. Segundo os delatores, Lopes teria solicitado pagamento de propina a Lúcio Silvestre Chruczeski, na época executivo da Queiroz Galvão. O dinheiro pedido se referia a obras feitas por um consórcio formado pela Odebrecht e liderado pela Queiroz Galvão.

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Comentários

Comentários

  1. WILLIAM HOWARD HOSSELL disse:

    Se apertarem ele direitinho, saí algemado. Ele sabe tudo de todos, basta olharem para a expressão dele na foto, aliás, muito bem escolhida na matéria. Membro cativo da quadrilha instalada no Estado do Rio de Janeiro sob o comando do ex governador SC e do vice Pezão, que ainda não foi preso por pequenos detalhes. O problema é que essa turma possui “muitos amigos” no judiciário estadual e federal.

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