Obras do Corredor BRT de Campinas afetam linhas de ônibus

Com BRT, frota de articulados será maior

A partir de segunda-feira, 23 de abril, começará construção da Estação de Transferência Santa Luzia e ponte sobre o rio Capivari

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

Na próxima segunda-feira, 23 de abril de 2018, as obras do Corredor BRT de Campinas, no interior de São Paulo, vão interditar vias e afetar linhas de ônibus da cidade. As construções incluem a Estação de Transferência Santa Lúcia e uma ponte sobre o rio Capivari, próximo à Rua Antônia Ceregatti Albieri.

Ao todo são 13 linhas afetadas: 116; 118; 121; 125; 130; 131; 132; 133; 134; 136; 140; 141; e 142. A frota de veículos é de 101 ônibus, segundo informações da Prefeitura. Ao todo, os coletivos transportam 62,3 mil passageiros diariamente.

Por conta das obras, um ponto de parada será desativado em cada sentido. Cada ponto vai ser posicionado na marginal, no mesmo sentido da parada original.

A Avenida Ruy Rodriguez terá bloqueios viários constantes, devido às obras do Corredor BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido) Ouro Verde. No local, serão colocados tapumes para impedir a passagem de pedestres. Os ônibus que passam pelo corredor serão desviados para as vias marginais em ambos os sentidos.

As intervenções fazem parte do trecho 2 do Lote 4 do BRT. O Ouro Verde terá 14,6 km de extensão, saindo da região central, seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim até o Terminal Vida Nova.

O lote em construção inclui os trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que fazem ligação da Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova. O trecho totaliza 9,8 km. O Consórcio BRT Campinas é responsável pelo Lote 4, que tem valor total de  R$ 104,9 milhões.

DESVIOS PARA VEÍCULOS

A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas S/A) programou um desvio, no sentido bairro Centro, pelas vias: Antônia Ceregatti Albieri, Maria Anna Cremasca Levantesi, Amoreiras, João Batista Alves da Silva Telles, Fausto Elisiário Ciribelli, Nelly Bontore e novamente a Amoreiras.

Esse caminho é pelo interior dos bairros que circundam a Ruy Rodriguez, com passagem ao lado do chamado “Tancredão”. No sentido inverso, Centro bairro, a rota também é a inversa. A rota de desvio tem 5,06 km. A diferença da rota atual é aumento de 1,5 km.

HISTÓRICO SOBRE O BRT DE CAMPINAS

Conforme publicado pelo Diário do Transporte, o sistema BRT de Campinas terá três corredores de ônibus. O custo total é de R$ 451,5 milhões, e cobre a elaboração dos projetos executivos e a realização das obras. Os trabalhos começaram em maio de 2017.

Do total do custo da implantação, R$ 92 milhões são do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 197 milhões financiados pela Caixa Econômica Federal. A contraparte do município será de R$ 162,5 milhões.

Corredor Campo Grande: 17,8 quilômetros de extensão. Da região central, passará pelo leito desativado do antigo VLT, seguirá pela Avenida John Boyd Dunlop até o terminal Itajaí.

Corredor Ouro Verde: 14,5 quilômetros. Da região central, seguirá pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim até o Terminal Vida Nova.

Corredor Perimetral: 4 quilômetros entre a Vila Aurocan e o Jardim Campos Elísios

A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes. Segundo a Prefeitura, o projeto irá beneficiar 450 mil pessoas que moram nos distritos do Campo Grande e Ouro Verde.

De acordo com a administração municipal, o sistema terá estações de transferência, veículos articulados ou biarticulados, corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens, embarque e desembarque pela esquerda, embarque em nível e pagamento desembarcado.

No Ouro Verde serão 14,6 km de extensão, saindo da região central, seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim até o Terminal Vida Nova.

No Campo Grande serão 17,9 km de extensão, também saindo da região central, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras entre pontes e viadutos.

Entre os dois corredores haverá um corredor perimetral com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

 

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