Bolsistas do ProUni Recife têm direito ao Passe Livre

Passe Livre oferece 70 viagens por mês

Cadastro pode ser feito até 20 de abril de 2018, para que estudantes consigam obter o benefício

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

Os bolsistas do ProUni Recife (Programa Universidade Para Todos) têm direito a andar de ônibus sem pagar passagem, em Recife. Os estudantes já podem fazer o cadastro e têm como prazo até sexta-feira, 20 de abril de 2018, para obter o benefício na capital pernambucana.

O Prouni Recife foi instituído pela Lei n° 18.113/2015 e funciona sob o regime de concessão de isenção fiscal. O Passe Livre oferece 70 viagens por mês aos beneficiados.

A gratuidade é garantida por meio da Lei Municipal 452/2017. Os créditos garantidos agora têm validade a partir de maio.

Para obter o benefício, é preciso ir ao posto de atendimento do VEM, que fica na Rua da Soledade, nº 259, na Boa Vista, no centro de Recife. Os estudantes estão sendo atendidos das 8h30 às 17h30.

Para fazer o cadastro, é preciso levar o documento de identidade, o CPF e um comprovante de residência com CEP. Segundo informações da Prefeitura, as viagens gratuitas mensais são correspondentes ao Anel A e poderão ser utilizadas em todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados, mas devem respeitar o limite dos créditos concedidos.

A Prefeitura do Recife informou que o investimento anual para a gratuidade será de R$ 1,4 milhão. O Passe Livre, no município, contempla alunos da rede pública municipal desde 2014. Com isso, mais de 13 mil estudantes têm direito ao benefício.

1 comentário em Bolsistas do ProUni Recife têm direito ao Passe Livre

  1. Um ditado antigo diz ” do couro sai a correia”, em alusão ao fato de que não se pode dar gratuidade sem uma compensação correspondente. A ilusão de que a compensação sairia do lucro das empresas são crenças do século passado quando os serviços de ônibus eram bem pouco regulamentados. Agora a tarifa é calculada dividindo o custos da operação incluída a remuneração da empresa (capital imobilizado) pela quantidade de passageiros pagantes pelo serviço. Em poucas palavras, quanto mais gratuidade for estabelecida, mais os demais passageiros terão que pagar para viajar. No limite acaba ficando mais barato usar automóvel ou bicicleta e, em consequência, a oferta do serviço desaba como única maneira de continuar prestando o serviço. Esta crença de que as empresas ganham muito é do tempo em que não havia tanto trânsito nas ruas e avenidas.

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