Porto Alegre começa a ter placas em braile nos pontos de ônibus

Placas são de baixo custo e podem ajudar identificação pelos passageiros, mesmo sem o uso de dispositivos móveis. Mas para quem tem familiaridade com tecnologia, código QR Code transmite informações para celulares. Foto: Maria Ana Krack / PMPA

Ideia foi de estudante. Ao todo, serão 132 placas instaladas ainda no mês de abril

ADAMO BAZANI

Pontos de ônibus da região central de Porto Alegre começam a receber placas em braile para facilitar o acesso de pessoas com deficiência visual ao transporte público.

As placas possuem a relação das linhas que passam em cada ponto. Neste mês de abril, serão instaladas 132 placas.

Sob cada placa também há um código QR Code, que podem transmitir as informações para celulares.

A ideia foi do estudante da Unisinos, Cristiano Torres da Silva, vencedor do 2º Desafio Microrrevoluções Urbanas, promovido pela EPTC – Empresa Pública de Transporte e Circulação. O desafio teve como objetivo, segundo a EPTC, “incentivar, entre o público universitário, ideias inovadoras na área da mobilidade urbana, com propostas de soluções simples e viáveis para problemas cotidianos da circulação.”

A primeira placa foi instalada na parada da av. Siqueira Campos, n° 1.185, entre as ruas Uruguai e Genenal Câmara, no Centro Histórico.

A prefeitura de Porto Alegre divulgou uma nota sobre a iniciativa. Na reportagem da assessoria de comunicação, o estudante diz que os alunos aguardam outra edição do desafio já que “a universidade está cheia de ideias para compartilhar com a Prefeitura e a EPTC.”

O diretor-presidente da EPTC, Marcelo Soletti, disse que há muitas ideias que surgem no mundo acadêmico que precisam ser olhadas com mais atenção pelos gestores públicos.

“É uma conjunção de esforços do poder público, privado e da universidade na figura do Cristiano, que está de parabéns pela ideia. Seguimos com o projeto Universidades e o Desafio Microrrevoluções Urbanas, para viabilizar outros projetos inovadores para Porto Alegre”, reforçou.

O diretor executivo da ATP, Gustavo Simionovschi, lembrou, segundo a nota, que quase 80% dos ônibus de Porto Alegre são adaptados, tem elevador ou rampa, mas que só os ônibus não bastam. “A mobilidade começa na parada. Tem o ônibus, mas tem a parada. Então todas as iniciativas são importantes para que todas as pessoas possam usar esse transporte”, acrescentou Simionovschi.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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