Câmara Vereadores do Rio aprova Relatório final da CPI dos Ônibus

Foto: Matheus Gonçalves (Site Ônibus Brasil)

Dois dos cinco vereadores da Comissão queriam relatório alternativo, e afirmam que investigação “acabou em pizza”

ALEXANDRE PELEGI

A CPI dos Ônibus do Rio de Janeiro aprovou hoje, por 3 votos a 2, o relatório final produzido pelo vereador Rogério Rocal (PTB).

Criada em 2017, na esteira da operação Ponto Final, que apura o pagamento de propina a agentes públicos por parte de empresários de ônibus, o documento feito pelo relator passou ao largo dos principais problemas do sistema de concessão de ônibus da cidade do Rio de Janeiro.

Enquanto o texto do vereador Rocal pede mais fiscalização no transporte, um relatório alternativo produzido pela oposição requeria indiciamento de agentes públicos e empresários.

Para o vereador Tarcísio Motta (PSOL), autor do relatório alternativo, a investigação “acabou em pizza”.

Como noticiamos hoje cedo, com base em informações obtidas com exclusividade pelo jornal O Globo, Tarcísio Motta produziu um texto alternativo por considerar que o documento do relator da CPI tem “insuficiências insanáveis”.  Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/04/02/texto-final-de-cpi-dos-onibus-do-rio-ignora-principais-problemas-da-concessao/

Os relatórios obtidos com exclusividade pelo jornal O Globo são diametralmente opostos nas conclusões. O documento do vereador Rogério Rocal, aprovado hoje, reconhece falhas no edital de concessão dos ônibus da cidade do Rio de Janeiro, mas é contra o rompimento do contrato.

Já o documento alternativo, assinado pelo vereador Tarcísio Motta, afirma haver indícios da formação de uma máfia entre agentes públicos e empresários. Motta cita as investigações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) no Estado, para quem o ex-governador Sérgio Cabral (MDB) seria o líder da quadrilha.

A CPI dos ônibus foi composta pelos vereadores Rogério Rocal (PTB), Tarcísio Motta (PSOL), Dr. Jairinho (PMDB), Eliseu Kessler (PSD) e Alexandre Isquierdo (DEM), que presidiu a comissão.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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