Prefeitura do Rio de Janeiro legaliza transporte escolar com minivans

Veículos com capacidade de até oito lugares poderão transportar escolares no município

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

O transporte de escolares com minivans foi legalizado no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 13 de março. O prefeito, Marcelo Crivella, assinou um decreto autorizando que veículos com até oito lugares de capacidade possam prestar esse tipo de serviço.

O novo decreto será publicado no Diário Oficial do município, alterando o de número 38.363, de 11 de março de 2014. De acordo com informações da Prefeitura, na cidade o transporte de escolares poderia ser feito apenas com vans que tinham capacidade de mais de nove passageiros sentados, micro-ônibus e ônibus.

“Sabe o que é você ter a sua van de seis, sete ou oito lugares, e sair para trabalhar angustiado, aflito? Pensando que pode passar em uma blitz e ser abordado pela Polícia Militar por estar transportando essas crianças e vai criar problema. Depois vem a Guarda Municipal e vai criar problema também. E ter que ficar sempre vivendo nessa angústia, nessa agonia, que é como se ganha a vida, é o trabalho, é o que gosta de fazer. Agora o profissional pode ficar em ordem. Vai poder pegar as crianças, levar na escola, deixar em segurança. Depois buscar, deixar em casa, tem a confiança dos pais da criança” – disse o prefeito, durante assinatura do decreto.

A assinatura do decreto foi no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O prefeito estava com o secretário municipal de Transportes, Rubens Teixeira, e diante dezenas de proprietários de minivans de transporte escolar.

Segundo Crivella, a Prefeitura pretende estimular a geração de empregos e renda a partir da mudança na autorização do transporte escolar.

“O que tem de ilegal nisso, o que tem de injusto? Eu pergunto a vocês: Qual o crime que se comete prestando um serviço tão valoroso, tão extraordinário, que é levar crianças com segurança para a escola? Absolutamente, não tem nada de ilegal, não tem nada de injusto, não tem crime nenhum. Mas quando o Poder Público está preocupado apenas com os interesses dos ricos, apenas nas grandes obras, o interesse das pessoas acaba ficando para trás. A agonia daquela pessoa que investiu, que pega seu carro e presta serviço relevante, aquilo não era tratado” – disse o prefeito.

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