Pesquisa revela que 25% das mulheres já sofreram assédio sexual nos transportes coletivos

Mulheres se sentem inseguras no transporte coletivo, diz pesquisa.

De acordo com levantamento da Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, no ambiente de trabalho os casos também chamam a atenção

ADAMO BAZANI

A maior preocupação das mulheres na cidade de São Paulo em relação a assédio sexual é no transporte coletivo: ônibus, trens, metrô,  paradas, terminais e estações.

É o que revela a pesquisa “Viver em São Paulo: Mulher”, da Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência.

Das 428 mulheres de 16 anos ou mais, ouvidas entre os dias 8 e 27 de dezembro de 2017, em torno de 25% disseram que sofrerem assédio sexual nos transportes públicos.

Deste total, 16% das paulistanas já sofreram assédio no ambiente de trabalho.

Entre as entrevistadas, 13% afirmam ter passado por abordagem desrespeitosa, ou seja, foram agarradas, beijadas ou outra situação sem o seu consentimento.

A pesquisa revelou ainda que 19% das entrevistadas declararam ter sofrido algum tipo de preconceito ou discriminação no trabalho por ser mulher.

As mulheres continuam sendo as principais responsáveis pelos cuidados com a família.

“De acordo com os dados apresentados, 43% das mães ficam mais tempo com o filho ou a filha do que a outra pessoa responsável e outras 27% não dividem esses cuidados com ninguém. Por outro lado, apenas 12% compartilham os cuidados dos filhos de maneira igual com outra pessoa e 7% ficam menos tempo com eles.” – diz nota da Rede Nossa São Paulo

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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