Tarifa de ônibus na capital maranhense teve reajuste no dia 22 de janeiro deste ano
ALEXANDRE PELEGI
Os rodoviários do transporte público de São Luís, dos serviços urbano e semiurbano, estão insatisfeitos com os constantes atrasos de salário da categoria. Eles reclamam também de atraso no fornecimento de outros benefícios, como vale-alimentação e planos de saúde e odontológico.
Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (29), na sede do Sindicato dos Rodoviários, a categoria cogitou a realização de uma greve. Nova assembleia deverá ocorrer ainda esta semana.
Os motoristas e cobradores de ônibus das empresas São Benedito, Matos e Marina já fizeram uma paralisação neste mês de janeiro. No dia 10 eles cruzaram os braços em protesto por não terem recebido o salário do mês e demais benefícios, além de parte do décimo-terceiro.
Na ocasião, após reunião no Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (SET), houve um acordo entre patrões e empregados de que os pagamentos e benefícios seriam regularizados até o dia 16. Motoristas e cobradores das empresas alegavam estar há dois meses sem receber salário, além de nove meses sem benefícios.
PREFEITURA LIBERA REAJUSTE DA TARIFA. EMPRESÁRIOS RETIRAM 21 ARTICULADOS DAS LINHAS
Após as reclamações dos empresários, que divulgaram que poderiam devolver os 21 ônibus articulados aos bancos credores, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) de São Luís anunciou o reajuste na tarifa de prestação do serviço de transporte público da cidade.
O último reajuste na capital maranhense tinha ocorrido em março de 2016. Fixados por Decreto Municipal, os novos valores entraram em vigor no dia 22 de janeiro.
Os novos valores passam a ser:
linhas integradas = R$ 2,90 para R$ 3,10
linhas não integradas = de R$ 2,20 e R$ 2,50 passam a ter preço único de R$ 2,70.
No entanto, os articulados estavam fora de circulação desde a manhã do dia 12 de janeiro de 2018, o que levou a Prefeitura a recorrer à Justiça. A decisão, em caráter de urgência, foi favorável ao Poder Executivo, e determinou que todos os veículos voltassem a atender a população, sob pena de multa diária de R$ 5.000 mil por articulado em caso de descumprimento da decisão.
As concessionárias Primor LTDA, Consórcio Central, Consórcio Upaon-Açu e Consórcio Via SL atenderam a determinação judicial, e colocaram todos os ônibus articulados em circulação na sexta-feira (26).
O Sindicato das empresas mudou o discurso. Ao invés de dificuldades para pagar o financiamento dos veículos, a alegação agora é de houve “retirada temporária”, motivada pela programação de revisão dos ônibus.
Dois 21 ônibus articulados do sistema de transporte público da capital maranhense, apenas 16 devem operar, de acordo com o edital de licitação. Os restantes ficam na frota reserva.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte
