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Maringá (PR) condiciona validação do reajuste de tarifa à entrega de ônibus ‘mega BRT’

Desenho no site da Prefeitura de Maringá

A prefeitura da cidade paranaense anunciou no dia 1º de setembro de 2017 em seu site que os novos coletivos começariam a circular antes do antes do fim do ano

ALEXANDRE PELEGI

O prefeito de Maringá (PR), Ulisses Maia (PDT), apesar de já ter autorizado o reajuste da tarifa dos ônibus na cidade, condicionou nesta segunda-feira (22) a validação do novo valor à entrega de seis novos ônibus, modelo “mega BRT”.

Para a tarifa passar a valer é necessário que o prefeito assine e publique um decreto no Diário Oficial, o que ele anunciou que não fará enquanto a empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC), que opera as linhas do município, não atender a sua exigência.

O aumento da tarifa, prevista para vigorar a partir na zero hora desta terça-feira (23), não ocorreu porque o reajuste não foi publicado. Assim que isso ocorrer, o valor passará dos atuais R$ 3,40 para R$ 3,60 no cartão Passe Fácil, e de R$ 4,00 para R$ 4,20 no bilhete único.

Ontem foi o primeiro dia de expediente do prefeito Ulisses Maia, quando ele condicionou a publicação do decreto do reajuste de R$ 0,20 à entrega dos seis novos ônibus modelo “mega BRT” por parte da concessionária.

A prefeitura anunciou no dia 1º de setembro de 2017 em seu site que os novos coletivos começariam a circular antes do antes do fim do ano, mesmo com os corredores exclusivos e os três terminais de rotatória nos bairros ainda não terem sido inaugurados. Leia:

“O transporte coletivo nos corredores da avenida Morangueira e Kakogawa contará com seis novos ônibus que trarão mais conforto, ar-condicionado, Wi-Fi e um novo layout. O investimento integra as ações de melhoria no transporte exigidas pela administração municipal para a empresa concessionária. A previsão é que até o final do ano inicie a operação dos novos ônibus.

Mais modernos, os ônibus batizados de ‘Mega BRT’, que mencionam a sigla inglesa (Bus Rapid Transit), ou Transporte Rápido por Ônibus, tem 15 metros de comprimento com capacidade para 150 passageiros – o dobro dos convencionais – suspensão a ar, garantindo conforto, e mais agilidade com um motor de 310 cavalos, 100 a mais do que a média dos veículos atuais.

O consultor da Scania, Fábio Ribeiro, explica que o modelo é utilizado em grandes capitais e destaca as vantagens do veículo. ‘Este veículo possui três eixos, o terceiro com esterção de 25 % do dianteiro, reduzindo o arrasto dos pneus traseiros e melhorando a estabilidade veicular’, lembra.

O secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Gilberto Purpur, acrescenta que os veículos também serão destinados a outras linhas e farão parte das próximas renovações anuais de frota. ‘O conforto não é exclusivo para o passageiro e se estende ao motorista. O motor é traseiro, lembrando que o chassi é de ônibus e não de um caminhão como normalmente observamos’, explicou.

O visual dos ônibus também deve chamar a atenção, ao não se confundir com a frota atual pela cor, de tons claro, e um grande elemento decorativo nas laterais: folhas do ingazeiro, árvore que remete ao nome de Maringá e com forte ligação com sua história. A geometria dos detalhes das folhas também ressaltam a mobilidade. O design moderno da carroceria, especialmente a dianteira do veículo, lembra a de um ‘trem-bala’. A ampliação dos vidros também assegura um transporte mais confortável para os passageiros.”

Em entrevista a uma emissora de rádio local, o prefeito afirmou: “Tão logo esses ônibus cheguem, nós vamos assinar os R$ 0,20 centavos [de reajuste], que é a metade do que deveria ter sido dado em junho“.

Segundo o prefeito, os novos ônibus servirão de parâmetro para a substituição da frota atual.

A tarifa em Maringá era para ter sido reajustada na database de 1º de junho. Desde essa data, segundo a prefeitura, o sistema de transporte coletivo recebeu melhorias, como a oferta de wi-fi e a confirmação da instalação de câmeras de segurança nos ônibus.

Um relatório da administração municipal, segundo o prefeito, aponta que o principal ganho para o sistema foi a redução da superlotação nos horários de pico. Ele cita o exemplo da lotação em uma das linhas mais disputadas, que caiu de 130 passageiros num único ônibus para 60.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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